Cada um está sozinho por trás de sua máscara
Esta frase me pegou em um livro chamado "História da Solidão e dos Solitários". Não foi uma busca, foi ressonância. Daquelas que batem no peito e no intelecto. A solidão me encanta e simultaneamente me traz inquietude, aquela sensação de estar tocando algo que permanece fundamentalmente intraduzível. Um tema que me atrai pela complexidade de navegar entre a essência individual e o papel social que desempenhamos, como atores que um dia esquecemos que estavam em um palco. A obra de Georges Minois é um livro de fôlego, quinhentas e tantas páginas daquelas que exigem presença, não daquelas que se leem deitadas antes de dormir na esperança de dormência rápida. Folhear esse estudo sobre a solidão desde os primórdios da humanidade revela padrões que as religiões gravaram fundo na psique coletiva: moldaram não apenas costumes e cultura, mas a própria textura do sentir e do fazer das pessoas. Aqui está a maravilhosidade do trabalho histórico, quando ele mostra que nossos medos não s...