Postagens

Mostrando postagens de Agosto, 2015

A verdade é urgente. E nada elegante

Imagem
Quando uma foto fala por si. Conta história. A sua história.
Não importa se ela é real hoje, se já foi um dia. Ela entra no seu olhar, se instala por dentro do seu corpo. Te magnetiza e parece gritar para que voltes. Voltes a derramar a tua presença em algum tempo em que foste gente.
Ser gente. O que é isso mesmo? 
Tão esquecido em ser alguém outro. Alguém que corre. Alguém que faz. Alguém que noves fora se perdeu de si mesmo.
Perder de si. Tanto tempo a fazer pelos outros, tanto tempo a abdicar de gostos, vontades e desejos para ouvir, atender, dedicar. O resultado: uma certa falta de brilho no olhar. Uma quietude que não é harmonia. Uma mansidão que não é de alegria. Uma sensação de tanto fez como tanto faz. Afinal a vida é breve e meio sem sentido. 
Um dos primeiros sintomas dessa falta de sintonia com a vida é a falta de criatividade. Ou por outra: a criatividade existe, ela borbulha, fala ao ouvido. Falta é o tesão de colocar em prática. Aquelas ideias que invadem a mente, textos magn…

Basta ter ideias

Imagem
Escrever é fácil, já dizia alguém que dominava a arte, um tal de Pablo Neruda.

Basta ter ideias para colocar entre a maiúscula inicial e o ponto final. 

Já para a Clarice Lispector não havia necessidade nem da maiúscula inicial. Bastavam as ideias que podiam começar com uma virgula e terminar com dois pontos e deixar que o leitor divagasse.

De repente me veio a ideia maluca que isso podia ser um contraponto de visões masculina e feminina. Ainda não suficientemente elaborada para que discorra sobre ela. Enfim, não importa como comece nem como termine. O que realmente importa são as ideias. 

Assim como na vida. Com a diferença que a vida é mais surreal e mais surpreendente que a literatura.

Pensem bem, se não fossem as ideias de cada um, todos os livros, enredos e vidas seriam iguais. Um começo e um fim. Pronto. Sem mágoas, sem depressões, sem paixões, sem revoluções. Apenas começo e fim. 

E bem sem graça também. Imaginem que nem haveria espaço para bibliotecas. Quem haveria de querer guardar…