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Sendo equilibrista e pairando entre o caos e o determinismo

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Sendo equilibrista e pairando entre o caos e o determinismo.

Nada muito teórico nem embasado em nenhuma teoria importante. Ou mesmo desimportante. Apenas refletindo sobre uma pergunta que me fizeram essa semana sobre se acreditava na imponderabilidade ou na crença de que tudo já está aí de cartas marcadas e não importa o que se faça, vamos chegar a um ponto traçado de antemão.

Na verdade, nem em um, nem em outro somente, mas em uma união dos dois. 

Não creio que a vida se resuma a nascer, crescer, parir e ralar, e por fim morrer. E no meio tempo se divertir um pouco ou muito, que nada mais existe de sério ou consequente que não seja a perpetuação da espécie. Tudo bem, não pari. O que me faria quase uma pária social, como algumas sociedades tratavam os celibatários. Mas também fiz minha parte, plantei árvores e até escrevi um livro. Mas nem pensar em me contentar com esse resuminho de vida que me parece bem sem sentido. Por mais diversão que possa ter no meio do caminho.

O caos, o acaso, o…

Reinventando-me e dando boas vindas ao novo ano

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Não vai haver nada absolutamente diferente no mundo em termos reais na passagem do ano. 
Vai haver sim na cabeça e energia de milhões de pessoas que convencionaram que assim será.
Nesse ano que se acaba, muitas lutas internas, muitas olhadas de espelho. Decepções com pessoas. Alegrias com outras.
Reencontros e despedidas.
Foi no geral um ano pesado porque dentro de mim havia chumbos que me tolhiam as pernas.
Urge que volte a leveza. Urge que volte a capacidade de imaginar novos horizontes e novas escapatórias.
A vida se faz de presenças e ações.
Acendo então a luz para que nela brilhe a energia que circunda o mundo em forma de bons desejos.
Encho os balões que me alçarão a novos e desafiadores voos.
Abro minhas portas ao mundo que me pede que o enfrente, goste ou não. 
Sei que não estou só. Mãos e mentes amigas e queridas esperam gestos e sorrisos.
Outros me necessitam no que tenho de mais meu para doar ao mundo: meu tempo e minha atenção.
Que eu tenha coragem e força.
Que cada um de nós tenha cor…

Rescaldo do ano que se finda

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Fim do dia Sofria Sorria
Pensava  no que seria Da vida
Da lida Do tanto que podia Sentia Poderia
Quem sabe um dia
Anoitecia Amanhecia E a rima acabava E restava a vida Sem poesia
Noves fora lhes confesso que não foi um ano fácil.
Ia adorar chegar aqui com um monte de receitas de superação e otimismo, mas nem sempre a vida nos reserva esses atos de heroísmo. Tem aqueles tempos que a miséria do mundo fica encaixada nela mesma e a gente olha, sente ainda, que a sensibilidade, essa bicha danada, não morre nunca, mas não vê beleza nem num dia de sol.
Esse ano ano foi desses. 
Das coisas boas que fiz ao meio ao meu caos interno: li muito. Brindei muito. Amei muito. 
Chorei muito também. Sempre silenciosamente, nunca aquele choro represa que saí e lava a alma e leva com ele tudo o que de ruim se acumulou.
Foram lágrimas de desesperança. 
E não pensem que só pelas coisas de fora. Essas também me afetaram. Mas era dentro de mim que o mundo não fazia sentido.
Brinquei com a ideia de terminar tudo.
Brincar não é a pala…

Dear Santa, neste Natal quero....

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Caro Santa Claus, também conhecido como Papai Noel cá por essas bandas abaixo do Equador e acima da Terra do Fogo.
Querido ser que chega sorridente todo dezembro, parecendo ter toda a energia do mundo, não apenas para percorrer os céus do mundo com suas renas e se apertar em chaminés para deixar um presente, ou vários, nas casas de quem pode se dar ao luxo de acreditar em você.
E que parece ter toda a paciência para aguentar milhares de pirralhos e seus pais, sentados no teu colo, despejando desejos os mais estapafúrdios que só vão encher seus quartos de mais quinquilharias tecnológicas e seus pais de mais dívidas nos bolsos já apertados.
Mas que parece esquecer certas casas, onde as crianças olham aos céus, aguardando uma visita que não vem, ou vem travestida de caridade nas cartinhas escolhidas ao acaso e nos brinquedos reciclados que já não cabem nos armários entulhados.
Não é de hoje que tu não tem tempo de passar em todos os lares. Lembro de meu pai contando, com uma pontinha de mágo…