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Por que cada vez mais mulheres escolhem ficar solteiras?

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  Tenho escutado e lido muitos descompassos entre as expectativas femininas e o relacionamento com homens. É um recorte de uma classe social, de pessoas hetero. Mas há genuínas escolhas de mulheres optando por levarem suas vidas solteiras ou sem um relacionamento fixo. Estes distanciamentos nos relacionamentos atuais não é apenas uma questão de quem paga as contas ou quem lava a louça. Esta dicotomia de papéis já ficou para trás há muito tempo. Mas se formos pensar, o verdadeiro conflito é mais psicológico e identitário. Poderíamos dizer que estamos vivenciando um choque entre uma masculinidade que ainda gira em torno do Ego e uma visão feminina que floresceu para o Self. Explicando: Para muitos homens, a masculinidade ainda é vivida como um exercício de Ego, o que podemos chamar de "Modo Espelho". Ou seja, há homens que só se sentem seguros se tiver alguém que reflita sua importância e autoridade. O Ego precisa de hierarquia. Para ele, ser parceiro significa, inconscientemen...

Diário semana 15 a 30/01

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  O Diário Semanal - Elenara Stein Leitão O DIÁRIO SEMANAL Reflexões, Arquitetura e Vida - por Elenara Stein Leitão Semana de 15 a 30 de janeiro, 2026 Porto Alegre, RS O Tempo, Esse Senhor da Razão Por Elenara Stein Leitão | 15 de janeiro, 2026 O tempo. Essa palavra mágica que nos define. Tudo é medido por ele. Nossos passos. Nossos atos. Espaços e cidades. O tempo corre e nos deixa de fôlego curto. O tempo para nos momentos angustiantes de espera. O tempo era melhor em outras eras? Quando mais velhos, olhamos com olhar de lembrança boa e afirmamos que sim. Esquecemos as agruras. Os sobressaltos. As lutas e lágrimas. E ficamos no bom. Em quem ainda não havia partido. Em nossa ingenuida...

Cada um está sozinho por trás de sua máscara

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  Esta frase me pegou em um livro chamado "História da Solidão e dos Solitários". Não foi uma busca, foi ressonância. Daquelas que batem no peito e no intelecto. A solidão me encanta e simultaneamente me traz inquietude, aquela sensação de estar tocando algo que permanece fundamentalmente intraduzível. Um tema que me atrai pela complexidade de navegar entre a essência individual e o papel social que desempenhamos, como atores que um dia esquecemos que estavam em um palco. A obra de Georges Minois é um livro de fôlego, quinhentas e tantas páginas daquelas que exigem presença, não daquelas que se leem deitadas antes de dormir na esperança de dormência rápida. Folhear esse estudo sobre a solidão desde os primórdios da humanidade revela padrões que as religiões gravaram fundo na psique coletiva: moldaram não apenas costumes e cultura, mas a própria textura do sentir e do fazer das pessoas. Aqui está a maravilhosidade do trabalho histórico, quando ele mostra que nossos medos não s...

das pausas necessárias na vida

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  da pausa do cafezinho necessário para acordar acordar para a vida amolecida pela necessidade de performar de ser  não, de parecer ser o teclado misto de velho e com teclas que não funcionam meio eu meio nós um gole e chico na tv uma pausa e um olhar na janela o bip do celular não olho ouço sons da rua experimento voltar a escrever por instinto sem ajudas de inteligências que me exasperam ajudam sim já não vivo sem elas mas também necessidade de ter espaços meus café acaba na xícara chico para de cantar comerciais para quem não paga respiro, fungo, existo me percebo tato, paladar, olfato, visão sentidos presentes ainda estou aqui

Terceirizar o cuidado, mas não o afeto

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Vivemos tempos estranhos. Somos criados para ter valor e propósito em uma sociedade que nos premia pelo que produzimos. Mas que também nos cobra quando nos julga inúteis para o sistema. O que fazer com os velhos que estão lentos demais, caros demais, dão trabalho demais? Coloca-los em nichos de vitalidade onde vão consumir no que se chama de economia prateada. E/ou terceirizar o cuidado dos que exigem mais atenção. O senão de tudo isso é que vamos dando uma lição amarga para as crianças e jovens: o ensinamento de que ficar velho é ruim. Que depender de cuidados é vergonha. E com isso há uma hiper valorização de uma juventude de aparência e adultos que têm pavor do futuro. O que vemos são muitas pessoas que crescem com competência profissional, mas emocionalmente despreparadas para lidar com fragilidade. E quando a velhice chega, tanto a deles como a dos outros, muitas pessoas acabam fugindo, não por maldade, mas porque não sabem lidar com o cuidado do que não produz. As pessoas raciona...

Certos dias

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  Certos dias nem deviam existir Deviam passar batido/moído de liquidificador Não marcar presença Nem querença na vida inteira da pessoa MAS NÃO Tem dias que se instalam  posseiros nas profundezas do querer da alma. Ficam ali quietinhos/matreiros esperando a ocasião de fazer presença. Incomoda presença gritando  bulindo como visita indesejada. Vai! dizemos Fico! grita  mal educado como todo sentir doído Fico porque finquei bandeira delimitei fronteira queimei saídas  Fico e alfineto quando me dão voz e vez

Repensando o que aprendemos sobre ser idoso

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  Um amigo compartilhou comigo esta postagem em uma rede social que mostrava u ma campanha que redesenha o símbolo das vagas para idosos. Sabe aquelas que antigamente mostravam a clássica figura curvada, de bengala? E que hoje já mostram um 60+? Pois a campanha foi além e mostra pessoas cheias de vitalidade em diversas atividades. O objetivo era simples: provocar reflexão sobre o envelhecimento. Mas bastou abrir os comentários para perceber o tamanho do nó que ainda existe quando o assunto é envelhecer. Entre os comentários, dois pontos de vista chamaram minha atenção. Um, mais raro, onde uma usuária dizia: “Estar ativo não elimina limitações. As vagas preferenciais são reconhecimento da vivência, não prêmio por fragilidade. Mostrar idosos ativos valoriza a vitalidade sem deslegitimar direitos”. E outros, que simbolizava a maioria, retrucava: “A vaga é por dificuldade de mobilidade. Não é prêmio por vivência.”  Parece um detalhe pequeno, mas é, de certa maneira, um ...