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A faceira Belmira

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Guria, mania de vestir logo as roupas que ganhou de presente! Parece a Vó Belmira!
Perdi a conta de quantas vezes escutei essa frase de minha mãe, que deve ter ouvido da sua. Belmira era a bisavó materna que nunca conheci. A que se tornou meio cúmplice na faceirice de querer aproveitar os momentos agora e já.
Teria nascido em abril essa vó que teve 13 filhos? Sei pouca coisa sobre Belmira Maria. Era Costa de sobrenome, pariu três homens e dez mulheres, seu pai se chamava Joaquim Ignácio da Costa e sua mãe Deolinda Maria da Conceição. Morou em Viamão porque aí registrou suas primeiras filhas. 
Devia ser uma jovem faceira quando casou com o seu Crescêncio. O vô Crescêncio. Que era de Deus e Silva. 
Terá sido feliz essa bisa que não conheci? 
O que terá sentido quando seu marido revelou sinais do que os jornais definiram como neurastenia?
uma condição caracterizada especialmente por exaustão física e mental, geralmente acompanhada de sintomas associados (como dor de cabeça e irritabilidade), é…

Sinônimos de alguma coisa que nem sei o que é

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Nevoso tempo em que
cabeça não arde Enigmaticamente indecifrável Brumal de incoerências Nevoentas Impenetráveis Absurdamente insondáveis
Brumaceiro medonho Cérebro confuso Imundo Catatônico Misterioso Até para mim que o habito ou ele a mim
Obscuro  miúda água líquida cabala esfumada realidade Cadê o senso brusco Desassossego brumal
Procuro nos sinônimos alguma parecença com a vida que se esvai Ficam palavras imersas Aflitas torturadas sem sentido
Vai, vai fundo Vai buscar o encaixe traz de volta a ligeira sintonia que se perde eu me perco eu me desfaço eu me desencaixo eu que já não me reconheço mais

Mantra de Cura

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Uma luz dourada te inunda.  Sinto a energia radiante de cura e amor Enquanto o mantra me inunda de mansidão e solidão O universo gira as estrelas  as energias as águas de bençãos
Prana Apana Sushumna HariHari HarHari HarHari HarHari
as forças da vida limpando as veias restaurando os sistemas liberando os canais para que as forças da vida se unam ao cosmos
As cores lilás da elevação alcançam mistérios que a ciência não consegue os corações unidos em uma teia de amor percorrem distâncias entram nas correntes que mantem a saúde
Quaisquer energias que estagnam a seiva se tornam impotentes frente ao poder da Cura

Seres amados
alados
embalados
repousam no céu
das possibilidades

O despertar
de novos mundos
o alvorecer
de novas eras
A crença no poder
de renovar

A matéria se une
ao mistério

O dedo de Da Vinci

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o olhar matreiro fala de vida o dedo aponta os céus entre mares enluarados Salaí reina Deus
Da Vinci aprontava quimeras tantas que não dava conta ideias mirabolantes ainda hoje imaginárias
O dedo que aponta rumos mostrava caminhos incertos mundos que Leonardo via ninguém mais percebia
E dá para perceber caminhos onde ninguém mais vê luz? Dá para abarcar o tanto de informação que a mente curiosa concebe? Difícil imaginar nesses dias de suprema especialização, alguém se debruçar sobre tanta coisa. Nós, mesmo os mais bem dotados de hoje, quando muito conseguimos tentar ter um olhar mais abrangente sobre os nossos afazeres. Mas logo nos sentimos compelidos a focar.
Focar foi sempre uma palavra delimitante. 
Focar também significa estreitar. E refinar o raio da visão sobre um problema ou situação, esquecendo muitas vezes que ela pode ter soluções além da lógica. Da nossa lógica de saberes.
Mas e o dedo de Da Vinci.
Esse me fascina.
Vejo em algumas de suas obras um dedo que busca, que apon…