das pausas necessárias na vida

 


da pausa

do cafezinho necessário para acordar

acordar para a vida

amolecida pela necessidade de performar

de ser 

não, de parecer ser

o teclado misto de velho e com teclas que não funcionam

meio eu

meio nós

um gole e chico na tv

uma pausa e um olhar na janela

o bip do celular

não olho

ouço sons da rua

experimento voltar a escrever por instinto

sem ajudas de inteligências que me exasperam

ajudam sim

já não vivo sem elas

mas também necessidade de ter espaços

meus

café acaba na xícara

chico para de cantar

comerciais para quem não paga

respiro, fungo, existo

me percebo

tato, paladar, olfato, visão

sentidos presentes

ainda estou aqui




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