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Antônia e Alice, as outras mulheres de meu avô


Antes de casar com minha avó Doralice, meu avô Bartholomeu teve duas outras mulheres. Oficiais.

Em 1898, depois de passar alguns anos estudando em São Paulo e sendo diretor do colégio distrital de Taquara do Mundo Novo, ele se casa com Maria Antônia Jaeckel ( Iaeckel, Jackel, Jeckel podem ser outras formas de grafia do sobrenome). Era nascida na Bohemia, que  naquela epoca fazia parte do império austro húngaro. Atualmente o reino da Boemia é a república Tcheca. Seus pais Henrique Jaeckel e Helena Weiss provavelmente fizeram o mesmo trajeto que a família do jovem Bartholomeu fez em algum momento depois de 1875, ano do nascimento de Maria Antônia. 

Ela tinha 24 anos quando se casaram, no dia 6 de agosto de 1898, na matriz de Santa Catarina da Feliz. Seus pais já tinham morrido na ocasião e como padrinho teve Ricardo Jaeckel, talvez seu irmão. 

O casamento foi feito pelo vigário Max Von Lassberg, um padre jesuíta alemão, com uma peculiar predileção pela vida na natureza. Adepto do montanhismo e das cavalgadas, na época, com quase 60 anos.
vigário Max Von Lassberg
Mudaram-se para Porto Alegre onde provavelmente Bartholomeu lecionou no antigo colégio Hilfsvereinschule (atual colégio Farroupilha).

Em 1906 Bartholomeu ingressa na faculdade de Medicina.

Após  semanas de muito sofrimento, onde receberam amparo espiritual do padre Alois Rades, capelão da igreja São José e cuidados médicos dos doutores José Steidle, Frederico Falk e Mario Totta, em 26 de abril de 1909, falece Maria Antônia em sua residência, na rua Voluntários da Pátria, n 99. A causa da morte: gangrena simétrica. Tinha 34 anos. Não tiveram filhos.

Maria Antônia, a Antonieta, está enterrada no cemitério da capela São José, quadro E53. 

Um ano depois, em 28 de maio de 1910, Bartholomeu casa-se com Alice Villar de Sá. Ele com 39 anos e ela com 25. Alice era filha de José Villar de Sá e Marcolina Maya de Sá, ambos falecidos na época. 

Nos quatro anos do casamento tiveram quatro filhos. As duas meninas, Eloá (1912-1913) e Erica (1914) não sobreviveram.  E os dois meninos, Silvio (1913-1934) e Jose Carlos (1911-1984), o Juca, foram criados pela  minha avó Dora.

Dona Alice morre de tuberculose em 21 de novembro de 1914 e está enterrada no mesmo cemitério São José.

Em agosto de 1915, Bartholomeu se casa com sua terceira e última esposa. Doralice, minha avó. Ela tinha 18 anos. Ele 44.

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