Traço rotas pelo teu corpo São cheiros/toques/murmúrios Tua caneta me penetra Com certeira precisão Nas páginas abertas do meu sentir Juntos, escrevemos risos Suamos e aguamos desejos Letras vivas de histórias Memórias concretas de futuros Inenarráveis Somos renovados e o amor Se instala posseiro e passeante Numa brincadeira desbragada De delírios e embates amorosos Fecho o livro que escrevemos juntos Tua caneta e minhas páginas Se tornam promessas de mais fazer
Certos dias nem deviam existir Deviam passar batido/moído de liquidificador Não marcar presença Nem querença na vida inteira da pessoa MAS NÃO Tem dias que se instalam posseiros nas profundezas do querer da alma. Ficam ali quietinhos/matreiros esperando a ocasião de fazer presença. Incomoda presença gritando bulindo como visita indesejada. Vai! dizemos Fico! grita mal educado como todo sentir doído Fico porque finquei bandeira delimitei fronteira queimei saídas Fico e alfineto quando me dão voz e vez
Quantos momentos insanos - resolvidos ou não - abriram fagulhas de solidões -tão eternas- escondidas em couraças de medos - atrozes/ancestrais - A vida fugia / ela via as portas abertas fechava porque latiam feito cães enfurecidos. As dores que moravam em sua alma eram eternas companheiras de lares antigos Doía Ela não queria ver Se arrebentasse as trancas a corrente afogaria Andei pelo mundo. Vi planícies e meus pés rotos caminharam em círculos. Sem destino A vida foi me levando em sua algibeira de couro e ouro. Andei pelo mundo e vi sorrisos e lágrimas. Senti ódios e amarguras. Repositórios de olhares. Sábios alguns Tolos muitos Corri montanhas/respirei agruras Vivi pouco. Mas muito Se me fosse deste mundo Agora Não deixaria rastros Meus pés percorreram areias e águas Mergulhei Tinha feitos de mangaba Cheirava doce e amarga feito limonada sem açúcar que vira chocalho de gente moça Perdição de alma trancada Tinha olhos de mormaço de dia quente malemolente secur...
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