domingo, 1 de março de 2015

Sou Poliana, sim


Várias histórias me acompanharam desde menina. A Rainha da Neve ( antepassada do Fronzen), a princesa do grão de ervilha. E Poliana. 

Eu gostava da história da menina que encontrava um lado bom em tudo o que lhe acontecia. Sempre achei isso um sinal de inteligência. E por isso mesmo sempre assumi que tenho sim um lado Poliana. E ele é reforçado pela herança genética dos Leitao. 

Para quem não conhece os Leitao e essa característica, defino como um pragmatismo de viés otimista. O saber que o arco íris pode vir depois da tempestade. Que além das nuvens existe o sol e luz. O foco naquilo que podemos aprender de positivo. Isso sempre foi muito bom na vida de meu pai e na minha.

Assim, quando vejo tantos criticando as Polianas por serem alienadas, vejo que não tiveram sobre o livro a mesma visão que a minha. Aquela história de que cada um tem a sua versão e que ela orienta atitudes e ações na vida.

Meu lado Poliana vê erros sim, mas ao invés de ficar choramingando, vê o que posso mudar em mim primeiro. Meu foco sempre será no positivo, nas qualidades, no lado bom das pessoas e situações. Meu lado Poliana me faz levantar depois de chorar. Me faz respirar fundo e seguir adiante. Me faz acreditar. Digo mais, meu lado Poliana me faz levar a vida - e os trancos e barrancos que ela me traz - sem tomar tarjas pretas. Sim, eu vou em frente apesar de. Sim, eu sofro. Sim, eu erro. Sim, eu sinto mágoas. Sim, eu tenho defeitos. E não, eu não os adubo. 

Adubo as sementes que poderão vingar. Adubo as plantas prevendo os frutos e flores. E sim, olho para o alto. E sim, me acho bem Poliana com a vida.


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