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Entre mantras e angústias, sigo na pandemia

21 dias de abundância

Nasci zen.

Dito isso aviso que finalmente consegui meditar serenamente, ou quase, por três semanas. Não necessariamente todo dia. Não por desejo meu, que estou em fase de, se possível, me elevar tanto que saia flutuando e alcance a iluminação em outros universos paralelos, tipo na série O Homem do Castelo Alto. 

Sim, também tenho me entupido de séries de ficção sobre mundos alternativos, outras vidas, viagens no tempo e tudo o que possa me levar para longe de uma realidade que não suporto mais. 

Uma amiga muito querida me convidou, não foi a primeira, mas talvez fosse o momento. Eis-me então aqui tentando me conectar com o aqui e afora. Era agora, mas o corretor mudou talvez acertadamente para afora porque o entorno teima em rondar a mente da meditante neófita aqui. 

Pior que os sons e sensações, são os deverias que enchem a cabeça e impedem a entrega. Gosto particularmente do Deeepak Chopra. Já li muitos de seus livros e tenho o das Setes Leis espirituais do sucesso. Já li, reli e fiz com carinho. Não posso dizer que meus sonhos não tenham se realizado. Os que quis muito. Não posso me queixar de não ter aprendido o segredos do sucesso na vida, tive bons mestres. 

O que for a profundeza do teu ser, assim será teu desejo.
O que for o teu desejo, assim será tua vontade.
O que for a tua vontade, assim serão teus atos.
O que forem teus atos, assim será teu destino.

Brihadaranyaka Upanishad IV, 4.5

Aí vamos à questão básica: o que é o sucesso? A minha busca básica é por HARMONIA.

Tenho comigo que estando harmônica comigo e com o universo, a corrente flui. Para onde, não sei. Para algum lugar que me leve a mais crescimento. Já disse que nasci zen, não disse? 

Tive sim uma revelação bastante interessante sobre renascer. Um insight bastante poderoso que ainda estou elaborando enquanto encaro meus medos e minhas mesquinharias cotidianas.

Sem uma real visão e aceitação do que sou, não consigo o caminho aberto para mudar o que quero para chegar ao meu dharma, meu propósito mais elevado de vida. 

No momento sigo oscilando entre conviver com a finitude e a descoberta do portal da luz. Não é fácil, podem saber. 

Talvez a iluminação venha da aceitação dos caminhos do cotidiano. Talvez venha da libertação das amarras.

Sigo.     

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