Você está aí para mim?

Como os casais mantêm uma forte conexão sexual a longo prazo? 

Estou assistindo um TED Talk com a educadora sexual,  Emily Nagoski onde ela resume uma pesquisa que tenta codificar o que mantém alguns casais com uma grande conexão sexual por toda a vida. 

Sem muito papo porque quem lê, se for como eu, gosta de ir direto ao assunto, as pesquisas da Emily chegam a dois pontos básicos e comuns à esses casais:  


  • Confiança (são melhores amigos) e Priorizam o sexo (arranjam tempo para ele).
Gostei particularmente de uma frase que ela usou para descrever essa confiança: Saber que "Você está aí para mim". Não com interrogação, mas com certeza.

Você está aí para mim quando me olha e sabe o tempo certo de insistir ou de esperar.

Você está aí para mim quando me incentiva a ser o melhor eu que eu conseguir ser. E se não for, você está aí para me abraçar, para rir comigo das minhas bobagens, para aplaudir as conquistas, para me abraçar quando eu choro. E para me amar quando nossas peles se tocarem.

Você está aí para mim quando entende minhas TPMs, me acha linda quando não sou modelo padrão de beleza.

Você está aí para mim quando sabe a dosagem entre o ciúme do amor e a posse indesejável.

Você está aí para mim quando liga só para dizer que está com saudades.

Você está aí para mim quando mesmo nos momentos em que estou cheia de raiva, continua me querendo.

Você está aí para mim quando tem amor próprio e só fica comigo se eu também estiver aí para ti. 

Nós estamos aí para nós quando no
s sabemos únicos e ao mesmo tempo unos.

Nós estamos aí para nós quando o desejo se faz por todos os poros, pele, química, alma e mesmo exaustos, ainda nos abraçamos com carinho e reverência dos que sabem que a vida se faz de momentos.

Nós estamos aí para nós quando nos respeitamos e respeitamos o não do outro, sabendo que não é um não para nós, mas um sim à outros momentos de vida que nos exigem tanto que secam por momentos nosso tesão.

Nós estamos aí para nós quando escolhemos continuar a cada encruzilhada que a vida nos acomete. E a cada nova atração que nos assoma, ao fazer o balanço e resolver retomar o caminho trilhado.

Nós estamos aí para nós quando temos liberdade entre nós. Não apenas para tirar as roupas, mas despir a alma. E quando também sabemos respeitar as verdades que não conseguem ser ditas.

Nós estamos aí para nós quando nos escolhemos diariamente como prioridade um na vida do outro.
  

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