Viagens no tempo

Adoro filmes ou séries sobre viagens no tempo.

Em pequena via O Túnel do Tempo. Uma série ainda em P&B onde o governo americano teria criado um mecanismo que possibilitava viagens pelo passado e futuro. Ainda sem apresentar resultados práticos, ia ser cortado em verbas quando um dos cientistas, mais afoito, resolve ser cobaia. Obvio que se perde e lá vai outro, mais responsável atrás dele. O mote é que se pode manda-los para cá e lá, mas sem saber onde vão parar. E nunca pode ser voltar ao presente (até porque aí ia acabar o programa). E mais obvio ainda que sempre conseguem chegar em momentos históricos, de preferência trágicos.

Agora estou vendo outra série americana sobre o tema. Chama-se Timeless

Demorei para ver porque achei um plágio da serie espanhola que adorei, chamada El Ministério del Tiempo.

Similaridades: três viajantes passeiam por diversos períodos históricos e interagem com personalidades famosas de ontem.
A comandante é uma historiadora, há um policial ou soldado e um piloto negro (na série americana) e um soldado na espanhola.

O que me pegou na série espanhola, além do sotaque adorável, foi o tom de humor. Ela se baseia em uma premissa bem fantástica: existiriam portais que levariam à épocas diversas. E o império espanhol as administra e faz um grande esforço para que a História não seja alterada.

Nas duas há um pretenso vilão que tenta alterar os fatos para mudar o presente.

Na série americana há o desenvolvimento de uma máquina do tempo por um empresário que seria um misto de Elon Musk e Steve Jobs. 

Há uma organização secreta (ou nem tanto) por trás da construção da máquina do tempo que objetiva controlar o mundo. E os bravos mocinhos são como a cavalaria americana que sempre chega para salvar o mundo. E a História.

Salvar até por aí.

Há um componente bem interessante que beira o efeito borboleta. Eles mudam o passado. Primeiro aleatoriamente. A consequência é que a irmã da protagonista se perde na história. E nunca nasce.

Uma premissa instigante que não é explorada como em outros filmes onde isso acontece. Vi um, não lembro o nome, onde a cada viagem, há mudanças que mudam completamente o cenário do presente. Ali não. Mesmo quando o trio muda de propósito o passado, salvando vidas que sabem inocentes, ou matando quem atrapalha, não se notam mudanças muito importantes quando voltam.

Mesmo perdendo esse mote que poderia ser muito interessante, vou ver até o final. A série foi cancelada na segunda temporada. Uma porque os custos de situar cada episódio em locações históricas acaba sendo caro. Outra talvez porque história já não seja um interesse frequente em nossos dias.

Ou talvez ela tenha feito seu papel de acenar que mudanças no passado, mesmo contrariando fatos conhecidos, possa ser aceito como normal e tratando a história aceita como uma reunião de versões. E mesmo a mais absurda possa ter seu espaço em tempos que parecem viajar para um passado mais assustador há passos largos.

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