Das utopias e minha mania de querê-las

Onde foram parar as utopias?

Em que buraco escuro da vida se esconderam as esperanças? Todo mundo virou pragmático. Todos querem viver um eterno presente hedonista e egoísta.

Perdoem a cara amarrada, perdoem a falta de classe, perdoem

Não, ninguém mais perdoa. Um erro. Um deslize. Uma opinião. Tudo fica marcado, feito ferro em brasa. Há provas nas malhas da web. Se não as há, se criam. Qualquer criança sabe como colocar minha foto em locais e situações onde nunca estive. E ai de mim renegar. Depois de espalhada a fake, fica-se com a mancha marcada no currículo.

Ai, mas que falta de elegância, que pouca leveza para um tempo tão líquido.

Perdoem a densidade. Não sei ser rasa.

Não sei brincar de ser feliz quando estou triste.

Não aprendi a guardar as mágoas como se fossem trofeus para expor na esquina.

Quero o mais que a vida dá. E que não é adrenalina. A emoção turbinada apenas me esconde a falta de consistência.

Quero a profundidade do mergulho.

A utopia de ser.

Minha utopia.

Perdoem.

Não sigo a História. Apenas a observo.

Não tenho gurus. Apenas os leio.

Não tenho certezas. Vivo das minhas dúvidas.

Da vida o que quero: a essência.

E não precisa fazer sentido. Nem deve

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