terça-feira, 25 de novembro de 2014

Elegância na praia. É possível?

Quando eu era mais jovenzinha o máximo do luxo era o sonho de pegar um avião e ir almoçar em um local distante e voltar em seguida. Pura falta de ideia, imagina o gasto....mas é que naquele tempo, voar era muito glamouroso. Enfim, como todo bom sonho que se acalenta com constância e verdade, acabei realizando também esse várias vezes.

O que isso tem a ver com elegância? Bom, deixa eu confessar uma coisa para vocês. Eu não sei ser elegante em duas ocasiões: quando chove e na praia. Acreditam que aconteceu as duas coisas no Rio???? No domingo fez um tempo que não dava para passear e as roupinha linda (um vestido floreado- elegantérimo) que tinha trazido para a janta ficou mofando na sacola de viagem. Sim, eu não tenho (ainda) essas malinhas todas lindas, bem durinhas, que todos usam. Eu uso uma sacola. De propaganda... (bah!!!)

Vim na vibe (não sei usar direito essa palavra, não é coisa da minha geração) de me arrumar para a janta. Pode??? Quando uma amiga comentou que achou isso lindo, vi que devia ser costume gaúcho, ou meio jurássico, sei lá. Mas ainda acho muito lindo, tomar um banho, vestir uma roupa mais arrumadinha, me pintar e sair para jantar. Nem que seja em um boteco. Mas quebra o clima da tarde e prepara para outro ritual. Renova por dentro.

Mas eu estava falando mesmo era da elegância na praia. É que como fui uma adolescente gordinha, e bem mais gordinha dentro da minha cabeça e coração, que propriamente no corpo, me acostumei a associar praia a um certo sofrimento de exposição. Hoje, analisando aquela menina séria, metida em saídas de banho e morta de medo de correr pela praia, vejo o quanto de tempo que perdi. Ao mesmo tempo, praia significa energia. Sou movida a sol. E preciso da energia do mar para me reabastecer. E saibam que nem sei nadar, mas o pé descalço na areia e a água batendo no calcanhar me fazem revigorar!

Resumindo: praia é lugar de pé no chão, de pouca roupa, de roupa confortável e de havaiana para circular fora da areia. Acho muito engraçado quem se produz para ir para a praia. Já tentei, eu juro!!! Mas só quem não circulou por praias gaúchas pensa que se pode usar um chapelão daqueles de diva sem correr o risco de passar o tempo inteiro correndo atrás dele, tal o vento que existe por lá. Eu uso um chapéu desses que enterra na cabeça e não sai com qualquer ventinho de 30 ou 40 Km/h. Gosto de biquínis confortáveis para que eu possa caminhar sem ficar me puxando. Detesto barriga branca, o que me leva a um impasse atualmente, já que o maiô me leva mais elegantemente. Vou ter que conciliar isso em minha cabeça.     
Dadas as devidas explicações do look escolhido para o dia do evento que participei no Rio - bermuda jeans super confortável, regata azul e havaiana dourada de tira fina, lá me fui eu, carregando toda a minha cor branquinha vinda dos antepassados alemães. Para quem duvida já aviso de cara: nasci loira. Legítima. 
E no evento recebemos várias gentilezas, uma das formas mais lindas da elegância. Desde camiseta customizada com nosso nome, pulseira vip que é pen drive (amo esses mimos!). E duas massoterapeutas para relaxar as mãozinhas de blogueiros que ficam dedilhando tudo o que acontece a sua volta!
E no mais? Aproveitar. Olhar em volta. Sentir o cheiro do mar. Perceber cada momento. Imaginar os mundos que passam na cabeça de alguém que fica horas olhando o mar. Sábia pessoa. Tem coisa melhor que meditar ouvindo os barulhos das ondas? Invejei.
É possível ser elegante na praia? Sem dúvida. Esse cara da foto estava exercendo essa elegância. Estava ali. Estava interagindo. Estava vivendo o seu momento presente. Tem coisa mais elegante que isso?

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