Na música me perco e me revelo

Também fico sentimental essa época de fim de ano. (Na verdade sou sempre sentimental, agora fico mais piegas, se é que isso é possível). 

Ontem mesmo chorei litros em um filme na TV. A Luz entre Oceanos. Um baita de um drama, mas o que me pegou? As sutilezas. Tudo o que não era dito explicitamente mas gritava no seu silêncio. Nasci para as sutilezas. Para o imponderável. Para o que não se revela sem um desvelo.

E na mesma noite falando de músicas que marcaram a vida me dou conta que as relações são feitas de detalhes que as vezes/tantas passam desapercebidos.

Assim como nos revelamos nas escolhas das pessoas que admiramos, no como tratamos quem não nos pode dar algo ou nas pequenas gentilezas do dia a dia, as letras das músicas que nos marcam falam mais de nossos sentimentos que muitas e exaustivas conversas sobre a relação.

Na música me perco e me revelo. E te conheço. E me deixo conhecer.

Não é a toa que existia um programa que fazia sucesso chamado as músicas que fizeram minha cabeça. Tá, não era este o nome, mas era quase. Era uma viagem bibliográfica falando das músicas que marcaram a vida.

Se eu for recordar tantas e tantas marcaram minha vida. A primeira delas: Primavera (Tim Maia) que embalava meus sonhos de adolescente.
    


Muitas músicas e experiências depois, especialmente MPB e latinas, marcaram meus momentos. Chorei ao som de Roberto Carlos, dancei na luz negra com Carole King, desejei ter a voz trovejante de Mercedes Sosa cantando Gracias a La vida que me há tanto. Pulei carnavais com samba, suor e cerveja. Tive sonhos impossíveis como o Chico. E em todas as horas outra música estava sempre lá para me dar um norte quando eu me desrumava e me ajudava a começar de novo e a contar comigo. 
  


Talvez hoje ande em busca de um som, de uma letra que caiba na minha alma dessa maneira que penetra e se faz verdade...

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