terça-feira, 22 de março de 2016

Diz que fui por aí


Peguei minha viola, minha mala emprestada, minhas roupas puídas, minha alma dolorida e fui por aí. Nem tão perto como achava que devia. Nem tão longe como poderia.  

Na bagagem alguns livros. Um baita cansaço. Uma mente confusa. Uma vontade de reencontro. 


As viagens que a gente faz por precisão nem precisam de quilometragem. Podem ser feitas a pé. Pode ser uma volta no quarteirão. Pode ser uma "mochilagem" ao redor do mundo. A jornada verdadeira acontece dentro da gente.


Um caos por fora. Um não sei mais o que virá. Uma ponta de desesperança, fruto da maturidade ou do começo inexorável da velhice. Não a de fora, a das juntas doloridas e da pele encrespada pelas rugas e plissados que a vida traz. Aquela velhice pior. A que se aloja na alma e faz as vezes de freio nas ilusões da vida.


Deve ser cansaço. Onde já se viu uma ariana velha? Uma geminiana de lua querendo pendurar as chuteiras de um sonhar de utopias....Não, definitivamente, não. É pura estafa. Um meio termo entre a resiliência de todo dia e o elástico que já começa a ficar roto.


Gente normal faz isso todo ano. Se chama férias. 


Gente que tenta ser forte ou que não tem saída, vai levando além do limite. 


Por isso carece vez que outra de dar um basta. Pegar seu violão, dizer que saiu por aí e ...


Se quiserem saber se eu voltoDiga que simMas só depois que a saudade se afastar de mim


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