segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Levar um fora com elegância





Levar um fora não é bacana para ninguém. Nem para mim nem para você. Ponto. Seja em amor, seja em amizade, seja em assunto profissional.

Levar um belo pé na bunda (xi, bunda não é elegante de se dizer em público, mas levar um pé no popô soa ainda mais ridículo) é coisa que a gente custa a administrar. A vontade é de retribuir com a mesma força e arma. 

Ledo engano. Retribuir um mal feito com a mesma arma é coisa de quem não é estrategista. Apenas mostra o quanto aquele fora te marcou. 

Observação: estou falando daqueles foras que magoam, que a gente não merece, que o outro não olha nos olhos e é leal. Estou falando de traição mesmo, de quem falha na nossa confiança, naquelas situações que dá vontade de gritar e matar.

Sabe fúria assassina? Pois é. Mas entre sentir para dentro e agir para fora existem alguns segundos, alguns momentos, alguma força interior que podemos puxar. Não para relevar. Mas para poder entender.

E de que serve entender uma mágoa? Serve pelo menos para a gente evitar sofrer de novo. Para aprender o que em nós serviu para que isso acontecesse com a gente. Sabe, não importa o que te aconteça na vida. O que realmente conta é o que a gente faz com isso. Já viu um jogador em ação? Ele estuda o adversário, analisa os pontos fracos e ataca onde ele é mais sensível. E para isso ele precisa de objetividade e uma certa frieza.

Entendeu a diferença? Entre um palavrão dito na hora que a outra pessoa pode nem sentir como a gente acha que ela sente e uma estocada sutil que a pegue e ela sinta o que nós sentimos, tem uma diferença abissal.

Opa! Estamos falando de vingança? Sim e não. Na verdade mais não que sim. Se servir para a outra pessoa se tocar e não fazer mais as coisas mal feitas, seja conosco, seja com outros, não é vingança. É ensinamento.

Viu, mudar a perspectiva faz toda a diferença.

Não consegue? A raiva é maior que a capacidade de pensar com objetividade? Desconstrua a pessoa, desconstrua a situação. Faça uma imagem divertida, ridícula mesmo em sua cabeça. Nada resiste a uma boa piada.

E se mesmo assim, perder a elegância, vá em frente. E saia mais feliz e inteira que é afinal das contas o que realmente importa. 

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