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Mostrando postagens com o rótulo Maturidade

Pequenas concessões

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Uma história nem tão ficcional porque bem comum de acontecer... Marina olhou seu reflexo cansado no espelho e tentou entender em que momento havia chegado ali. A mulher que a encarava parecia uma versão desbotada daquela profissional admirada de poucos anos antes. Os cabelos já não recebiam o mesmo cuidado. As roupas eram escolhidas mais pela praticidade do que pelo prazer. A autoestima parecia ter se recolhido para algum canto da casa, junto das coisas que deixamos para depois. Mas nem sempre fora assim. Durante décadas tinha construído uma carreira sólida, um casamento feliz com o primeiro namorado e uma família que lhe dava orgulho. Os três filhos já seguiam seus próprios caminhos. Os netos começavam a ocupar o lugar das antigas preocupações maternas. Então a vida mudou de direção. O marido adoeceu. A doença foi rápida, mas o sofrimento parecia que nunca ia acabar. Foram meses de hospitais, consultas e noites mal dormidas que consumiram uma energia que Marina jamais recuperou comple...

Vivendo sem necessariamente amadurecer

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Quando vejo a tela em branco, cheia de possibilidades, penso que talvez as palavras já tenham se secado dentro de mim. Como se a necessidade de cuspir para fora o tanto de emoção que me amontoava por dentro, tivesse sido saciada por uma indiferença de costume. Me acostumei a compreender. Não a compreensão do raciocinio, mas a da lerdeza. A luta entre a chama que gritava rubra de indignação, se transformando em uma malemolente preguiça de unir dois mais dois, sabendo que se der quatro trudo bem. Se der cinco também.  Seria isso sinônimo da tal maturidade? A aceitação cinzenta e melancolica da harmonia que exige um preço de falta de rebeldia nas ações e pensamentos?  Não creio.  Amadurecer tem menos a ver com esmaecer do que se imagina. Frutos maduros são mais saborosos, não menos. Obras maduras são mais completas e menos descartáveis. O maduro é visceral no sentido de vivencia e resultados. Não se amadurece sem custos. Ás vezes é a ingenuidade que dá lugar ao olhar mais ar...

A arte de arder sem queimar

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  Leio que Martha Medeiros vai ser a patrona da próxima Feira do Livro de Porto Alegre. De repente minha memória volta no tempo e me reencontro com a mulher de 29 anos que já fui. Aquela que já mantinha uma procura intensa pela vida e pela arte de escrever e ler. Foi nesta época que descobri Martha. Sorrio. Olho minha prateleira de livros e corro os volumes para encontrar seus primeiros livros. Quase esqueço que estão na parte da poesia, tão acostumada estou com as suas crônicas atuais. Poemas lidos em 1986. Um outra Martha no STRIP-TEASE que revelava uma poeta estreante que mostrava sua ousadia e bom humor neste seu jeito tão peculiar de escrever. E uma outra Elenara, aquela dos quase 30, se revela nos breves poemas que assinalei com todo o ímpeto de alma jovem. Hoje, relendo, achei este: “envelhecer, quem sabe não seja assim tão desastroso me interessa perder esta ansiedade me atrai ser atraente mais tarde um pouco mais de idade, que importa envelhecer, quem sabe não seja assim t...

Coisas da Arca da Velha - Celebrando a Maturidade e os Tesouros da Vida

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Coisas da Arca da Velha não é apenas um livro. É uma conversa íntima, uma mão estendida que nos convida a explorar os pequenos grandes tesouros acumulados ao longo de uma vida. Escrito por Regina Freitas Silveira, esta obra é um hino à maturidade feminina, um resgate das memórias, reflexões e histórias que habitam cada mulher que viveu intensamente. Logo ao abrir suas páginas, somos recebidos por uma arca repleta de versos, narrativas e reflexões que parecem falar diretamente ao coração. A proposta da autora é clara: transformar experiências de vida em poesia e convidar suas leitoras a fazerem o mesmo. Com uma estrutura fluida e sem regras rígidas, o livro incentiva o leitor a mergulhar nos textos de maneira intuitiva, como quem vasculha um baú antigo e encontra relíquias inesperadas. Regina escreve com uma linguagem que é ao mesmo tempo poética e acolhedora, trazendo humor e sensibilidade para temas complexos como o envelhecimento, a perda e a autodescoberta. A arca que ela nos apre...

Saindo do casulo

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Vivi vidas em casulos Ninhos de solidões e aconchego mistura de abrigo e esconderijo A maturidade me trouxe voos Os desafios de enfrentar medos escusos De repente tudo iluminado como se caminhar  fosse a sina aprendida em tenebrosas lições passadas Passadas Vida que se renova em  emoções lições traições renovAÇÕES  

Entre o Silêncio e a Multidão

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  “ de quem é o olhar que espreita por meus olhos?” Fernando Pessoa – A múmia O amor precisa para viver de emoção diz a música que escuto. Em tempos de vivência sozinha literal, preciso de sons que me liguem ao mundo para que não voe na imensidão das viagens internas. Dizem por aí que a gente ronda o que mais teme. Nunca gostei do morar só. O abrir a porta e não ter ninguém com quem falar. O guardar as emoções ou angústias dentro de mim. Ou até os fatos que leio e vivencio. Temo que vá me tornar aquela velhinha que entope os ouvidos alheios quando acha um disposta a ouvir. Temo várias coisas. A principal delas é desconhecer quem é este meu olhar da maturidade. Essa eu que encara certezas antigas como supérfluas, mas que ainda tem saudades daquela menina que gritava opiniões com a convicção dos temerários. Essa eu de hoje é muito mais calada embora mais falante. É menos convicta, embora externe mais palavras. Talvez isso seja a maturidade enfim. E não apenas os cabelos grisal...

Lidando com a tristeza em um dia de sol

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Tenho hábito de escrever um diário digital a cada ano. Hábito novo, na verdade comecei ano passado. Escrevo sem pensar, contando coisas que saem de dentro. Hoje, sei lá, achei que alguém podia gostar de ler. Então aí vai. Março 02/03/2024 Lidando com a tristeza. Não é fácil e não tem receita. Cada um sabe onde a dor aperta e como enfrentar a ausência do luto. Hoje acordei cansada, me sentindo só, mesmo me sabendo querida por um monte de gente, Não tive coragem de pegar o carro para a estrada conforme tinha me programado na semana. Já me conheço o suficiente para saber a diferença de um simples receio de um não devo fazer. E hoje era não devo. Respeitei. Mas não mergulhei na tristeza nem na auto piedade que toma tanto de nossa energia. Fiz tudo devagar. Um café de primeira com várias frutas, suco e café com leite. Comi devagar, saboreando. Lavei a louça como sempre faço porque não gosto de acumular sujeiras na pia. Pedalei como todo dia. 40 minutos, no mínimo. Ouvi música porque a ca...

O tempo

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  Um dia acordou criança.  No outro seu corpo rangia. No meio do tempo, manchas, cicatrizes e risos O caminho foi leve por fora às vezes dolorido por dentro Nada a se queixar que não fosse escolha Dessas talvez um repensar Cada decisão tomada seria refeita? Com certeza não Mas já não importa O corpo range as portas se fecham a música prestes a dar seu acorde final A menina que abria os olhos enxerga espantada alguém tão parecida com sua avó Importa? Ao mundo não, que passou um átimo as nuvens rolarão os ventos soprarão E ela? Findará em poeira e voltará ao lar

Das podas necessárias

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Amanheço com ganas de poda.  As plantas que olho durante a semana, já adivinhando que estão minguadas por falta de seiva vital, me parecem necessitadas daqueles cortes onde nada mais viceja. Enquanto as corto, sem dó nem piedade, embora falando internamente que me perdoem, que é para o bem delas, etc, etc, sinto que nós também necessitamos podas de quando em vez. Este nós de impessoalidade pode e deve ser trocado pelo eu da individualidade que aceita as escolhas vitais. Se eu mesma não me fizer os cortes necessários, a vida fará por mim. E talvez, tipo eu com as plantas, o faça sem muito critério. Eu mesma me conformando posso ser mais gentil. Falando em gentilezas gosto da definição do Gil no seu instagram. “Adepto da bondade radical”. Bondade radical. De raiz. Raiz tem que ser adubada para crescer forte. A bondade deve ser, portando, fomentada nas bases e também dirigida no crescimento. Ando em tempos de podar bondades e generosidade excessivas que até nelas há de se ter harmonia...

Desde que faça sentido

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  Estou meio que me sentindo igual a um buraco branco.  O buraco negro é aquele que suga tudo. Tipo eu quase toda a vida, esponjinha empática que sou. Em nova versão pós pandemia estou me treinando para não captar tanto. Confesso que passo pela fase do expelir quase tudo. Tipo a teoria do buraco branco, captou? Pois é, nem eu. Nem importa porque nem escrever direito estou conseguindo. As palavras custam e nem é falta de leitura. As vezes desconfio que os neurônios e sinapses estão implodindo, herança do DNA familiar. Outras que a solidão do ficar consigo tanto tempo tenha afetado ainda mais a minha pouca disposição da convivência. Tentarei um velho novo caminho de ser mais organizada comigo. Pró ativa era o jargão dos tempos da qualidade total. Lembram, quando a gente aprendia a fazer e rastrear muito bem algo, mesmo que fosse uma bela porcaria? Mas a tal da pró atividade é uma coisa bacana porque instiga a gente a não ficar esperando que a vida leve a gente e resgatar a velha...

Meu pacto com a Lua

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Já não sangro Meu pacto com a lua virou rumos desertos meu ventre virgem não partente sangrava em uivos nos tempos do cio Hoje já não sangro                   mas sim sangra em mim o tempo do filho que não nasceu No tempo que o sangue  fluía Sentia vibrantes rios Vermelhos Hoje já não sangro rios aparentes Sangro vozes cobertas Sangro desejos inconfessos Sangro solidões Lua pactua casa materna águas que não vivem mais Hoje sangro sim Mulher sangra sempre que a força uterina não morre jamais   

Despedidas e as lições de vida que perduram

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De despedidas tem sido meus anos recentes.  A morte, e tudo o que ela acarreta, não apenas para quem parte, mas para quem fica, vai mudando de significado a medida que o tempo passa.  Pelo menos para mim mudou. Quando pequena, não lembro a idade, comecei a compreender a imensidão do nunca mais , me parecia algo tão inimaginável como a infinitude do universo. Mas como era, em principio, algo muito distante, não me preocupei com ela na prática. Permaneceu junto às outras questões filosóficas que enchiam minha cabecinha curiosa.   Até que chega a época em que as despedidas se sucedem, seja pela idade, seja por doenças, seja pela pandemia que ora nos aflige. De certa maneira já me encontra mais calejada, já achando que ter um prazo de validade até que não é uma coisa assim tão ruim. A gente vai se tornando obsoleta. As peças começam a falhar, a sombra da solidão se torna mais ameaçadora que nunca partir, naquele sonho de vida eterna, onde se reúnem Xangri-lá e vampiros. ...

Alquimia do afeto

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Nos tempos sectários de agora fica difícil se falar em afetos.  O amor é algo meio incondicional, se exige reciprocidade, deixa de ser amor, vira obrigação. Aceitação.  Não necessariamente engajamento unilateral, mas aceitar o outro em toda a sua complexidade de ideias e convicções.  E apesar de, ainda assim, amar.  Mesmo que não amalgamando totalmente, mesmo que não junto, mesmo que não para sempre. Mas amar. Aceitar primeiramente sem tentar moldar. Sem encaixar a força o que não se molda. Amor começa livre, admiração pela personalidade, um olhar, um raio, um instigamento de luzes. Uma sincronia de momentos. Meteoro. Furacão. Liberdade. Desvir de pré conceitos. Viver de momentos. União. Como as mãos que amassam o barro para formar a cerâmica. Construção. Alquimia de quereres. Querer fazer o amor bonito. Querer construir resiliências de convivências. Moldar peças de intricada teia. Delicada. Tênue. Fogosa teia de possibilidades. Eternas possibilidades. Alquimica...

Passageira

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Eu que tinha tantas certezas absolutas Hoje sou só dúvidas Perplexidades talvez fosse melhor definição Olhos abertos e ouvidos moucos Corpo cansado Não quero mais  Saudades de um tempo de sonho Vontade de quero mais Não portas que se fecham mas horizontes em flor Quero clichês Quero perfumes de cítricos quero mãos me descobrindo quero arrepios  e risadas dor de cotovelo e bolero miando pernas entrelaçadas mãos bobas/espertas me alertando que a vida urge Quero futuro pela frente Quero brincar com minha amiga e dizer que a vida vai ser bonita que isso tudo é só um pesadelo que vamos acordar ainda adolescentes fazendo dietas malucas contando historias  imaginando paqueras vestindo roupas novas para a saída de sábado Agora as portas se fecham não quero dizer adeus não quero entender não quero sofrer Minhas certezas, mesmo as sectárias, me davam firmeza  a certeza da solidão que me aguarda ...

Gente madura também ama com paixão

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Caminhavam pela alameda.  Um de cada lado, olhando as flores e brincando com o passado. Um pássaro voou, uma folha caiu. O vento gemeu ausências. Seus passos já não tão ágeis lembravam por algum momento dois jovens que encontraram possibilidades. Dizer que a paixão passara seria mentira. Agora mesmo quando suas mãos se tocavam e seus olhares novamente se cruzavam, a corrente de energia os percorria e prenunciava as horas de amor que os aguardava. Eram um casal maduro e estavam indo para um motel para mais um embate de glórias. Entradas e descobertas, tal qual bandeirantes desbravadores. Quem passasse por fora não desconfiaria o fogo em brasas nos corpos já não tão belos e nos cabelos que teimavam em embranquecer. Mas os sábios de vida, esses sim! Esses olhariam com ternura e uma certa inveja de quem soube na vida preservar a chama do encontro amoroso.  Os jovens apressados jurariam que eram um casal de avós indo buscar seus netinhos e que, da vida, só levavam ess...

Frutas maduras dão sucos

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C omo revelar a ele sua recente fantasia? Riu sozinha no banheiro ao imaginar as risadas dos dois à revelação de que o ela queria era ficar horas debaixo de um chuveiro, recebendo a água nas costas, deixando que rolasse quente e selvagem, massageando cada pedaço de suas costelas. Sem hora para acabar. Ela e ele naqueles chuveiros conjuntos que, se com outros tinha vergonha, com ele era completamente natural ficar nua. Até de corpo. De alma tinha sempre ficado. Desde o primeiro olhar, décadas atras. Foram tantos momentos de paixão que o tempo foi ficando um detalhe. Continuavam com a mágica de continuar parecendo a primeira vez. Tinham passado por tantas coisas. Alegrias desbragadas. Orgasmos grandiosos. Risadas homéricas. O humor os unia desde sempre. Riam deles, da vida, deixavam de transar se a piada compensasse. Sempre valia a pena. Até porque as risadas viraram olho no olho e o corpo respondia com prazer. Já maduros continuavam sentindo aquela fome. Hoje mais gourm...

Olhos treinados em acender vontades

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e não saberemos dizer qual foi o instante em que cessaram riso, abraço, murmúrio ou o toque das nossas mãos entre as cobertas felpudas, ou os códigos trocados por nossos olhos treinados em acender vontades - Cinthia Kriemler Pode me chamar de demônia. Odeio ser contida. Quem sou? Um pouco de você, um pouco da minha mãe, das avós que me antecederam, das amigas. Um pouco até das inimigas. Um caldo de gemidos, vontades esmagadas, sonhos a posteriori, cuidados com a prole. Tenho olhos treinados em acender vontades como diz a amiga de ginásio. Não apenas de machos fogosos ou que tentam ser. Sou luzeiro de quem perdeu vontade, sou aquela que esquece de si para cuidar dos outros. A que posterga. A que adia. A que se deixa morrer.  E a demônia? Onde vive a bicha ruim que me habita? Espreita sorrateira em qualquer desvio. Um suspiro derramado. Uma risada mais cínica. Um lampejo de desejo solto no ar. Leio. Leio menos que devia, mas ainda assim leio. Leio m...

Acordou velha

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Era um tempo complicado. Ela saia de si às vezes para tentar achar um rumo que fizesse mais sentido que o que vivia. Todos me chamam de Moira. Vocês pensam que não me conhecem, mas todo mundo vive mais ou menos comigo sem saber, e ocupo um lugar cada vez maior em boa parte de suas vidas. Aliás, ser uma Moira tornou-se um emprego apaixonante desde que tantas pessoas, que passaram seus verdes anos se achando eternas, perdem o norte conforme a flor da idade vai murchando e surge, inexorável, o fruto da maturidade.  Benoîte Groult, Um toque na estrela Acordou velha. E não apenas pela pele flácida e os cabelos brancos que teimavam em aparecer sobre as camadas de pintura que tentavam driblar o tempo nesse mundo onde ser jovem é quase uma obrigação. Tudo bem que os remédios, antes inexistentes, iam aumentando a cada consulta médica, que os amigos iam morrendo sem explicação e que o tempo que sobrava era infinitamente menor que o que percorrera. Nada disso no entanto a fazia mais v...

Até porque SOMOS fodas

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Fodonas! Já disse que não sou. Pelo contrário. Sou até bem bobona . E essa coisa do ONA vem como rótulo quando a gente passa de certa idade. A não ser que sejamos uma Cláudia Raia da vida que passava dos 1,80 com tenra idade.  No começo somos inha. Bonitinha, gostosinha, queridinha. Depois passamos aos adjetivos simples: bonita, gostosa, querida. É quando a gente vira ONA que a coisa começa a pegar. Igual quando nos chamam de tia pela primeira vez na rua. Tia, me dá um troco? Como assim moleque, e eu lá sou tua parenta? ( e eu já usava parenta antes da presidenta, então nem vem com piadinha infame, ok). E o ONA....a gente posta uma foto nas redes sociais. E lá vem os cumprimentos de praxe: Tá bonitONA, ein? Pronto! De duas uma, ou estamos além dos quarenta ou estamos quilos acima dos modelos das semanas de moda. Ou o pior: os dois juntos!!!!! Lá vamos para o espelho olhar se as rugas estão aparecendo demais, se os pneus e culotes estão tão visíveis, se os terríveis cabel...

O que a maturidade me ensinou

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FONTE Maturidade. Aquela palavra que define quando chegamos a um equilíbrio entre coração e razão.  O coração é o pé no chão, é o que brota de dentro quando marcamos território. É meu e foda-se o resto. Quanto começamos a mensurar o sentido do foda-se e principalmente se estamos preparados para pagar o preço e a partir daí definimos nossas escolhas, conscientes e com responsabilidade, podemos dizer que estamos começando a ficar maduros.   Mas então cara pálida (e sim, estou branca pra caramba, falta de sol, etc, etc) essa tal da maturidade é um pé no saco. Não. Absolutamente. Apenas te faz uma pessoa e não uma criança birrenta. Um exemplo pessoal que lembro até hoje. Sou solteira até hoje por ene razões. Agora já desencanaram de me cobrar. Menos minha mãe. Mas enfim, houve épocas piores. Pelos meus vinte e poucos anos, uma senhora que gostava muito e que já se foi, me perguntou se não pensava em me casar. E eu, na arrogância natural da idade, disparei uma frase: "...