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Mostrando postagens com o rótulo amor

Follaria contigo enquanto as bombas caíssem

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Gosto da língua espanhola.  Também já gostei de quem falava espanhol.   Talvez venha daí uma certa afinidade pelo sotaque. Gosto particularmente do falar madrilenho. Também do catalão. Lembro do som ritmado onde até as palavras de baixo calão são ditas de maneira quase terna. Enfogueirada. Mas divertida. Nem sempre o espanhol foi local só de paixão. Quando o ovo da serpente pariu sua gosma de poder, o solo espanhol se tingiu de sangue, Talvez por isso mesmo, os ardores se tornassem tão mais prementes. Um pouco como agora.  Nunca antes se sentiu o bafo de uma destruição nuclear como agora. Na década de 60, talvez. Mas lá não existiam redes sociais e poucas pessoas surtaram até que se resolvesse como deu. Hoje a angústia é compartilhada em tempo real.  Uma amiga pergunta o que faríamos antes do mundo (como o conhecemos) acabar. Se acabar. Se é que já não acabou. Vi uma frase que resume o que gostaria de fazer. É do instagram de Ernest Costafreda : Follar é uma pal...

Soulmates ou o pedaço da laranja em um teste

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Entre escutar Fábio Jr gemendo palavras de alma gêmea-coraçãoooo e o dia a dia de uma relação existem algumas diferenças na vida, até mesmo de quem acha que encontrou a sua metade da laranja . Li certa vez, nessas leituras que adolescente adora, que a humanidade era feita de hermafroditas que desagradaram algum deus raivoso que, como castigo, separou aqueles seres em dois que, desde então, se procuram para promover a sua união perfeita. Sonhos de consumo, ideia fantasiosa, energias que se atraem, quem nunca procurou a sua metade em amores perdidos ou achados pela vida? E se existisse em algures um teste que nos colocasse em contato com a NOSSA alma gêmea? Eis o mote da série Soulmates (amazon prime). Mais que um aplicativo de encontros, uma promessa de achar a pessoa certa, aquela única que, em meio de bilhões de seres existentes no mundo, vai completar a nossa ansiedade de perfeita união. Parece bom, não é verdade?  Mas e se? Como no filme de Cartas para Julieta, a pergunta básic...

Alquimia do afeto

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Nos tempos sectários de agora fica difícil se falar em afetos.  O amor é algo meio incondicional, se exige reciprocidade, deixa de ser amor, vira obrigação. Aceitação.  Não necessariamente engajamento unilateral, mas aceitar o outro em toda a sua complexidade de ideias e convicções.  E apesar de, ainda assim, amar.  Mesmo que não amalgamando totalmente, mesmo que não junto, mesmo que não para sempre. Mas amar. Aceitar primeiramente sem tentar moldar. Sem encaixar a força o que não se molda. Amor começa livre, admiração pela personalidade, um olhar, um raio, um instigamento de luzes. Uma sincronia de momentos. Meteoro. Furacão. Liberdade. Desvir de pré conceitos. Viver de momentos. União. Como as mãos que amassam o barro para formar a cerâmica. Construção. Alquimia de quereres. Querer fazer o amor bonito. Querer construir resiliências de convivências. Moldar peças de intricada teia. Delicada. Tênue. Fogosa teia de possibilidades. Eternas possibilidades. Alquimica...

do mergulho

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Um homem tem sempre medo de uma mulher que o ame muito. Bertolt Brecht Tinha 15 anos na primeira vez em que apaixonou. Coisa de adolescente timida, tudo platônico. Era  suspiros, lágrimas e muitas confidências no diario. Foram precisos alguns amores, outras lágrimas e mais confidencias para que tornasse se apaixonar. Aos trinta. No começo, como dizia Caetano, era era só brincadeira e tesão. Foi quando o amor chegou, com todo o seu tenebroso esplendor,  que ruiu inteira.  Amava. Ja nada dependia de suas escolhas. Com outros tão fácil ser senhora. Agora, certezas ao pé do chão, estruturas em balanço e uma convicção esquisita que mais parecia posseira de alma que coisa que se domina.  Ela cada vez mais dele. Palavras antes escassas jorravam feito vertente sem que pudesse trancafiar. Nem queria. Ele todo cuidados e gentilezas como todo macho que quer copular. Devia ter um seguro para esses momentos de insensatez vitoriosa quando a vida irrompe, as barreiras cedem e se qu...

Amando na nuvem

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Girou o cálice de vinho nas mãos, pensando que, puta merda, acabou sozinha justo quando irrompeu a maior pandemia do século, quiçá do milênio. Trinta anos de casamento, outros tantos de namoro. Filhos criados, netos nos fins de semana e inventaram de mudar de rumos. Os dois.  Não era ruim. Mas também não era mais maravilhoso. Enfim, estava feito. Era fácil disseram as amigas já separadas. Sair na balada, olhar para os lados na academia. Tinha uma que tinha achado o namorado em uma corrida no parque.  Mas sem poder sair de casa. As redes sociais ainda em comum com o falecido. Restava então apelar para os tais aplicativos. Outra amiga, a mais jovem e descolada, sussurrou que funcionava sim.  Pronto. Instalado no smartphone que era tão esperto que até para achar um benzinho servia. Benzinho...era assim que se falava nos anos 70, tão luz negra, tão Bee Gees, tão musica lenta ou discoteca. Agora era ficante, segundo a filha, que falara piscando o olh...

Do amor e suas agruras

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Ela queria o oculto, o imponderável, o incomensurável, e procurava  no olhar do outro o caminho (adriana mayrinck) Fico aqui pensando que amar deveria ser simples todos nascemos com ânsias e vontades em algum momento fomos intensamente desejados Mais até - únicos Fomos o sonho de vida de alguém que nos gestou somos o resultado de carnes, gemidos e ímpetos mas a medida que crescemos que  nossas bobagens de crianças deixam de ter a graça que pareciam ter para nossos pais ou avós, ou tios, ou quem quer que nos aplaudisse somos tomados pela ausência de alguns poucos conseguem essa luz lá dentro outros tantos precisam de um olhar, uma voz um outro que nos diga: és especial! Esta especialidade se nos afigura de tantas formas Disfarces um corpo bonito uma voz especial um cruzar de olhos uma admiração qualquer sinal nos basta para abrir o sinal verde da esperança, aquele pássaro azul que voa faceiro e nos enche de tesão mas ...

Gente madura também ama com paixão

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Caminhavam pela alameda.  Um de cada lado, olhando as flores e brincando com o passado. Um pássaro voou, uma folha caiu. O vento gemeu ausências. Seus passos já não tão ágeis lembravam por algum momento dois jovens que encontraram possibilidades. Dizer que a paixão passara seria mentira. Agora mesmo quando suas mãos se tocavam e seus olhares novamente se cruzavam, a corrente de energia os percorria e prenunciava as horas de amor que os aguardava. Eram um casal maduro e estavam indo para um motel para mais um embate de glórias. Entradas e descobertas, tal qual bandeirantes desbravadores. Quem passasse por fora não desconfiaria o fogo em brasas nos corpos já não tão belos e nos cabelos que teimavam em embranquecer. Mas os sábios de vida, esses sim! Esses olhariam com ternura e uma certa inveja de quem soube na vida preservar a chama do encontro amoroso.  Os jovens apressados jurariam que eram um casal de avós indo buscar seus netinhos e que, da vida, só levavam ess...

Frutas maduras dão sucos

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C omo revelar a ele sua recente fantasia? Riu sozinha no banheiro ao imaginar as risadas dos dois à revelação de que o ela queria era ficar horas debaixo de um chuveiro, recebendo a água nas costas, deixando que rolasse quente e selvagem, massageando cada pedaço de suas costelas. Sem hora para acabar. Ela e ele naqueles chuveiros conjuntos que, se com outros tinha vergonha, com ele era completamente natural ficar nua. Até de corpo. De alma tinha sempre ficado. Desde o primeiro olhar, décadas atras. Foram tantos momentos de paixão que o tempo foi ficando um detalhe. Continuavam com a mágica de continuar parecendo a primeira vez. Tinham passado por tantas coisas. Alegrias desbragadas. Orgasmos grandiosos. Risadas homéricas. O humor os unia desde sempre. Riam deles, da vida, deixavam de transar se a piada compensasse. Sempre valia a pena. Até porque as risadas viraram olho no olho e o corpo respondia com prazer. Já maduros continuavam sentindo aquela fome. Hoje mais gourm...

Diálogo surreal entre duas almas que se julgavam gêmeas e se descobrem estranhas

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Um clima de complexidade paira na vida. Dependendo do bando ou tribo, cada qual com suas labaredas dirigidas ao opositor. Ninguém mais agregador. Todos muito crentes de suas certezas. No meio disso tudo, almas que conseguiam se encontrar, apesar de tudo. Torcidas contrárias, ideologias diferentes, fés e suas ausências, tudo isso administrado com bom grado, quando os hormônios tomavam a dianteira. Até que... Alguma novidade no jornal de hoje? As mesmas de sempre, desastres que são crimes, crimes que produzem desastres... Culpa daqueles que você curte. (Como assim? Culpa minha?) Argumento hipócrita este seu, quando eu usava em outros tempos, você me dizia que o passado não se mexe...e agora.. (Ela me contrapondo, tem que mudar isso daí) Você não vive a realidade do mercado, desemprego a mil, empresas quebrando, culpa de você sabe bem quem... Mas não era só flexibilizar a justiça do trabalho que mudava? Ia chover de emprego... (eu dizia que era a...

O amor é um ato político

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Das vezes em que se amaram perdera a conta.  Das que discutiram também. Ela doce como as meninas bem educadas.  Ele desde sempre questionador. Se cruzaram depois das Diretas que levou de roldão um país já desacostumado a escolher seus destinos. Tecnicamente era ainda tempo de romper amarras. Ela doce como as meninas bem criadas ia à passeatas enquanto alardeava certezas. Ele desde sempre indagador corria atrás da vida que sobreviver é o maior dos questionamentos. Eram tempos de fartura, do tal de plano Cruzado, onde o país parecia se encontrar. Nos intervalos se amavam. Se amavam e se digladiavam como adversários que respeitosamente se estudam. Se amavam como bichos que escutam a voz do universo e suam pelos poros, pela alma, pela calma das horas de amor. O tempo corria e eles se conheciam. Ela doce como as frutas já no ponto não se encantou pela promessa do caçador de Marajás. Ele em tudo trabalhador viu no bom moço uma al...

Sem a metade da laranja no dia dos namorados?

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Cadê meu pedaço da laranja dá vontade de gritar a cada 12 de junho que se aproxima. Dia dos namorados sem namorado ou namorada é dose para gente com coragem. É anúncio, é alegria e amor estampada na cara da gente a cada rolar de páginas. Até cimento é apelo para se dar ao amor. Tem lógica, namoro concreto deve ser baseado em algo sólido. E para complicar inventaram de ter dois dias dos namorados por ano. Não contentes em importar bugigangas chinesas e o tal de ralouin,  trouxeram de Miami na mala o tal de dia da Valentina. Mas para ter mais charme, tem que revirar a boca e dizer Valentainez Day. E nós, os solitários por opção ou por omissão? Os que foram abandonados, os que abandonaram, os que encheram o saco, os que curtem estar sós, os que necessitam de algum tempo para se recuperar, para se encontrar, para viver? “Em que canto do corpo adverso devo ler minha verdade?” Roland Barthes A parceria é importante no aspecto biológico. Sem reprodução, babaus humanidade. Ent...

Sigam-me!

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quando foi que esqueci de dizer que nada mais importava? Talvez quando teu chamado silenciou. Nem nas redes sociais tu me seguia. Tudo bem que não poderia ser chamada de digital influencer, mas tinha alguns números bons nas redes. Nada super expressivo, mas um público fiel me curtia. Lia minhas postagens, compartilhava minhas bobagens. Menos tu. Tu que mais me importava. Tu que era como o sol que me brilhava por dentro. Tu que me fazia ver sentido nas coisas sem. quando te vi pela vez primeira devia ter desconfiado. Aquele sorriso maroto. O ar de menino sério. A voz bonita. Tudo foi entrando sorrateiro, feito borbulha de espumante que quebra na areia. Feito espuma do mar que arrebenta com a rolha. Feito ar que molda os sentidos. Feito pedacinho de gente que foi, morreu e se espalhou e quando encontra outras partes faltantes e completantes, se enche de uma certeza das coisas sempre vividas.  Uma confiança que não se explica. Uma ausência que se parte. Uma complemen...

Amor se ama cantando

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Era tempo de construção.  Difícil entender que o parir qualquer coisa demanda tempo. E aquele lento rolar de minutos, horas e dias que antecedem a concretização era algo que a sua alma não entendia. E se entendia, não aceitava. Mas não havia nem de onde nem por que, tinha que sentar e esperar. Até lá cantarolava. A melodia que viesse à cabeça. Às vezes acordava com uma e ela ia e vinha, meio que perene, na sua mente. Só no chuveiro se arriscava a deixar sair algum som. Desafinado.  Era tempo de construção. Desses de colocar adubo em cada gesto. Colocar ternura em cada palavra e trazer o olhar mais sincero para expor ao Outro sua delicadeza de alma e sentimentos.  Em tudo se revelava. E nesse desvelo colocava seu melhor Eu para fora. Sua atenção mais especial, suas qualidades mais bonitas. Era em tudo uma maravilha de pessoa que se deixava descortinar. E ele também devia fazer o mesmo porque homem mais fantástico nunca tinha conhecido. Adivinhava seus des...