Rescaldos de 2021
Desde que comecei a fazer cursos de escrita criativa tenho escrito menos. Talvez tenha ficado mais crítica em relação aos meus textos, talvez já não sinta a mesma necessidade de catarse de me expressar através das palavras. Não sei, ainda me analisando. Este ano que finda foi (mais) um ano de análise e observação. Interna e externa. As vacinas, e a consequente diminuição da mortalidade na pandemia, me deram um pouco mais de alívio para me concentrar em leituras e cursos. Se 2020 foi um ano de música e séries, 2021 foi de reestruturação de energias. Entre perdas imensas pessoais e do mundo, emerjo diferente. Não há como encarar a perspectiva da tragédia e continuar igual. Não fiz coisas grandiosas. Ajudei de modo formiguinha. Administrei ódios e rancores para que eles não fizessem de mim alguém tão odioso quanto os que abomino. Administrei carências ancestrais que me faziam mais idiota que a alma generosa que imaginava possuir. Me tornei mais a mulher de meia idade que teima em se ...