Presente inusitado no dia dos namorados
Uma cuia e uma pacote de erva mate. O presente mais inusitado que ganhei em um dia dos namorados. Essa história tinha começado uns meses antes. Recém formada em arquitetura, fui numa festa dessas de amigos de amigos. Aquelas que a gente só conhece uma ou duas pessoas. De repente um jovem. Moreno, olhos pretos, pilchado. Pilchado é como chamamos quem está vestido com as indumentárias gaúchas. Bombachas, bota, sotaque fronteiriço, daqueles de com os "ês" bem pronunciados. Falante, apaixonante. Terminamos a noite com ele me levando para casa, de moto. Sem capacete. Nem lembro se eram obrigatórios no início dos anos 80. Do século passado. Me deu dicas de como ser carona em moto. Tipo um baile, segue os movimentos de quem conduz. Perto de um túnel, me disse, com um sorriso matreiro: "Queria agora te dar um beijo, mas aprendi que ao se fazer duas coisas ao mesmo tempo, uma não se faz bem". Obviamente não eram duas coisas que se devia arriscar fazer mal: conduzir uma mot...