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Mostrando postagens com o rótulo ano novo

Vivenciando e processando o Luto e a Mudança

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Sempre gostei de ter diários. Tenho comigo os da juventude, cadernos bem elaborados, cheios de desenhos e recortes. E sentimentos ingênuos de todo adolescente que se descobre navegando na vida. Retomei o hábito de escrita diária desde 2023, agora em forma digital. Foi depois de ler o livro O Caminho do Artista , em um clube do livro que participo. Escrevo como catarse e, em geral, não releio. É como se fosse um depoimento guardado para que, quem sabe, um dia eu retome. Ou simplesmente uma conversa interna que se exprime melhor em palavras. Mas este ano enfrentei batalhas imensas. Janeiro começou com a partida da mãe , aos 98 anos, depois de dois anos acamada e com um Alzheimer se adiantando. Sempre fomos companheiras de vida. Após o falecimento do pai, ainda mais. Os cuidados intensos com os dois me fizeram ter escolhas de vida que não eram sempre as que refletiam quem eu era. Na verdade eu diria que eu nem sabia mais quem eu era quando, me deparei com uma liberdade que não tinha desd...

Receita de como planejar um novo ano mais bacana para a gente

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Participando do grupo dos 90 dias para o melhor de si, do amigo Rafael Reinehr e, tentando achar algum nexo na bagunça que se transformou a minha vida, sair do deixar que ela me leve, tento seguir os passos dessa reflexão proposta de como fazer acontecer um 2021 que eu possa chamar de meu . Vamos às reflexões seguindo a ordem do texto. É um roteiro de questões sobre o ano que finda e outras sobre o que inicia.  2020 Quais foram as coisas das quais mais me orgulhei em 2020? Perguntinha capciosa. Em um ano que pareceu não ter sido vivido, do que poderia me orgulhar? Ter sobrevivido seria a primeira. Não foi pouco. Faço parte do grupo de risco, me lembro da sensação de me sentir descartável nas primeiras manifestações do vírus, quando se dizia a boca larga que se os velhos vão morrer mesmo, que paguem seu tributo aos mais jovens não lhes atrapalhando o trabalho com sua necessidade de isolamento. Resolvida a questão de orgulho básico, me orgulho de não ter surtado e de ter conse...

Palavras do ano que finda

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Passado mais um ano, cá vamos para uma pequena retrospectiva das postagens que tiveram mais visitas mês a mês.  Janeiro Agradecer os momentos nos impulsiona a querer tê-los mais e melhores. Nos lembra que somos parte do universo e cada ação nossa pode ajudar a nós e ao próximo. Generosidade, Gratidão e Gentileza Fevereiro É dentro de cada um de nós que o horror se combate. Há os que gritam nas ruas e assumem todos os riscos. Há os que silenciam na aparência, mas elaboram e se unem à mais consciências para que a voz nunca seja silenciada.   Vox e o Conto da Aia - gritos e silêncios Março Mulheres que escrevem. Mulheres que escrevem bem. Mulheres que descrevem outras mulheres com um olhar certeiro, trazendo à tona personagens que são vivas em suas paixões e ações. Zona de Desconforto Abril De tanto abrir mão dos sonhos e vivências para ser útil e querida, o turbilhão nos arrasta para aquele buraco negro que fotografaram ontem com tanta emoção. Sei que fo...

Reinventando-me e dando boas vindas ao novo ano

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Não vai haver nada absolutamente diferente no mundo em termos reais na passagem do ano.  Vai haver sim na cabeça e energia de milhões de pessoas que convencionaram que assim será. Nesse ano que se acaba, muitas lutas internas, muitas olhadas de espelho. Decepções com pessoas. Alegrias com outras. Reencontros e despedidas. Foi no geral um ano pesado porque dentro de mim havia chumbos que me tolhiam as pernas. Urge que volte a leveza. Urge que volte a capacidade de imaginar novos horizontes e novas escapatórias. A vida se faz de presenças e ações. Acendo então a luz para que nela brilhe a energia que circunda o mundo em forma de bons desejos. Encho os balões que me alçarão a novos e desafiadores voos. Abro minhas portas ao mundo que me pede que o enfrente, goste ou não.  Sei que não estou só. Mãos e mentes amigas e queridas esperam gestos e sorrisos. Outros me necessitam no que tenho de mais meu para doar ao mundo: meu tempo e minh...

Mudando a folhinha e recomeçando

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Era dia um do ano. Não deixava de pensar no velho clichê do livro em branco. Ou tela se quiserem ser mais modernos. Tudo a se fazer nessa magia dos simbolismos que nos dão novas chances. As velhas dores, os erros de ontem ficam guardados nas gavetas do escaninho. Memórias do que não se deve repetir. Rotulados. E esquecidos que estamos cansados de saber que vamos repetir sim. Vamos errar muito. Vamos sofrer de novo. E de novo. E mais uma vez. Como que para provar a nós mesmos que somos seres de carne/osso/lágrimas. Mas também vamos acertar. Trouxemos na bagagem a lembrança dos momentos delirantes. Dos sorrisos gostosos. Das conquistas. Do tanto que fizemos e nos acrescentou.  Sempre somos vitoriosos por chegar vivos. É como as maratonas. Tem os que correm para ganhar, uma minoria. Tem os que correm por correr. Todos vencedores por chegar na reta final. Uns mais inteiros. Outros mais "esgualepados". Talvez mais sábios fiquemos por saber que nada é para sem...

Qual palavra escolher?

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  Se o discurso nos dá significado, qual o peso das palavras que elegemos para definir algo?  Foi pensando nisso que fiz uma provocação nas minhas redes sociais e pedi uma palavra para o ano que se inicia. (eu já escolhi a minha e falei sobre isso no meu outro blog, se ficou curiosa/o veja AQUI )   Vamos então às palavras que colhi das pessoas: FORÇA RESISTÊNCIA AUDÁCIA RENOVAÇÃO PAZ AMOR DETERMINAÇÃO REALIZAÇÃO FELICIDADE INTERESSANTE RENASCIMENTO LUTA PERSEVERANÇA JUSTIÇA Parecem obvias, mas cada uma encerra muita força se acompanhada de um foco. E imagino que cada um tenha o seu ao pensar em uma em particular. Há quem reconheça que a força interna, acompanhada da perseverança, deva lhe acompanhar para realizar seus objetivos. Com certeza haverá luta, o que torna sempre a vida interessante, já que a renovação exige de nós audácia e determinação. Afinal não há felicidade que não se conquiste. Nem que seja a da paz interna. Amor à vida, resistência para nã...

Minhas tradições de Ano Novo

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Na minha casa não lembro de grandes ceias de Ano Novo. Não tenho as recordações de infância como tenho as do Natal. Mas guardo algumas. Em especial uma que nunca podia faltar. A lentilha! Simbolo de prosperidade, talvez porque os grãos lembrem nossa relação atávica com a agricultura e tudo o que nos possibilitou formar uma sociedade gregária, a separação das lentilhas se revestia de um ritual de solenidade. Era como se fosse uma depuração do que era ruim, que não prestava para a colheita e ia fora. Assim como fazemos com o que nos aconteceu, com as mágoas, os sentimentos menos gostosos e aproveitáveis. Feita a separação, alguns dos grãos bons eram separados para as pessoas queridas e meticulosamente embrulhados em papel alumínio. As trouxinhas eram dadas ( e aguardadas!) com carinho. Iam para as carteiras, para garantir que sempre estivessem cheias. Ainda hoje os encontro ao remexer nos fundos delas. E acho que funcionavam porque sempre aparecia alguma verba extra quando se precis...