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O Resgate da Obra de Archymedes Fortini por Adeli Sell

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Resgatar a obra e as crônicas do jornalista Archymedes Fortini é o tema central deste livro , escrito por Adeli Sell, professor, escritor, político e profundo conhecedor de Porto Alegre, sua história e suas potencialidades. Adeli, que teve o privilégio de conhecer Fortini pessoalmente e era amigo de suas netas, se encantou ainda mais com a rica trajetória do jornalista ao se deparar com o Largo Archymedes Fortini na cidade. Intrigado pela figura quase esquecida de Fortini, mergulhou em sua história, reconhecendo sua relevância para Porto Alegre e decidindo compilar suas crônicas em um livro que busca resgatar sua memória e apresentar sua obra a um novo público. Quem foi Archymedes Fortini? Filho de imigrantes italianos, nascido no continente africano, Archymedes se destacou como jornalista, cronista e benfeitor da capital gaúcha. Adeli nos oferece pinceladas da biografia e da atuação deste jornalista que marcou época no Correio do Povo , onde trabalhou por impressionantes 65 anos. Ele ...

Vivenciando e processando o Luto e a Mudança

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Sempre gostei de ter diários. Tenho comigo os da juventude, cadernos bem elaborados, cheios de desenhos e recortes. E sentimentos ingênuos de todo adolescente que se descobre navegando na vida. Retomei o hábito de escrita diária desde 2023, agora em forma digital. Foi depois de ler o livro O Caminho do Artista , em um clube do livro que participo. Escrevo como catarse e, em geral, não releio. É como se fosse um depoimento guardado para que, quem sabe, um dia eu retome. Ou simplesmente uma conversa interna que se exprime melhor em palavras. Mas este ano enfrentei batalhas imensas. Janeiro começou com a partida da mãe , aos 98 anos, depois de dois anos acamada e com um Alzheimer se adiantando. Sempre fomos companheiras de vida. Após o falecimento do pai, ainda mais. Os cuidados intensos com os dois me fizeram ter escolhas de vida que não eram sempre as que refletiam quem eu era. Na verdade eu diria que eu nem sabia mais quem eu era quando, me deparei com uma liberdade que não tinha desd...

A escritora e a arquiteta

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Um passeio pela escrita intimista que aborda temas como amadurecimento e a maturidade. Como se alia a arquitetura e o escrever na autora Elenara Stein Leitão. Análise feita pela IA (NotebookLM) https://open.spotify.com/episode/7IsKngMpaAfalwjlSd4rAA?si=xMKlnI65TIeurQJ6MkPreg

Quem disse que velho não sabe lidar com o novo?

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"Tenho receio de desses bichos modernos" me diz um amigo, se referindo ao uso das IAs, como são popularmente chamadas as Inteligências Artificiais.  Outros ainda batem o pé e, embora se aventurem, gritam contra. Eu também critico bastante. Mas uso muito. Experimento várias, de várias maneiras.  Sempre gostei de tecnologias e de novidades. Puxei ao meu pai que sempre dava um jeito de ter as últimas invenções. Tínhamos controle remoto na TV nos anos sessenta. Tudo bem que era ligado por um fio físico à TV, mas era motivo de disputa para quem manejava o bicho. Lembro que, naquela época, eu o ouvia, fascinada, dizer que um dia iriamos nos falar ao telefone nos vendo.  E lembro também da alegria dele quando, já depois dos 80 anos, o coloquei no computador para falar em uma live com o irmão que morava no interior. Então tecnologia para mim é descoberta. É ferramenta de aprimoramento e rapidez. Nem consigo imaginar como fiz uma faculdade de arquitetura sem programas CAD. Varava ...

Cordas cósmicas, Viagens no tempo e o Chatinho

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Acordei na madrugada. Aquela hora em que a mente divaga e, por mais que os olhos se abram, metade da mente permanece em estado de sonhos. Ato contínuo, me conectei na rede e fiquei de dedo flutuante em busca de novidade. Uma notícia chamou minha atenção: Físicos acreditam ter descoberto a chave para viagens no tempo Explico. Sempre fui fascinada por todo tipo de literatura e filmes que tratam do tema. Ao mesmo tempo, também sou atraída por história e a pesquisa do passado. E ao mesmo tempo sempre tive olhares para o futuro, as estrelas e a conquista do universo. Fui ler a matéria e confesso que não estava com a mente ligada, então posso não ter entendido direito. Vou resumir o que extrai: Os cientistas estão estudando as chamadas cordas cósmicas. O que seriam? Tipo uns fios invisíveis super pesados espalhados pelo universo. Ninguém nunca viu, mas sempre tem um pesquisador atento e estes acreditam que essas cordas podem ser a chave pra gente viajar no tempo. Tipo, se duas dessas...

Coisas da Arca da Velha - Celebrando a Maturidade e os Tesouros da Vida

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Coisas da Arca da Velha não é apenas um livro. É uma conversa íntima, uma mão estendida que nos convida a explorar os pequenos grandes tesouros acumulados ao longo de uma vida. Escrito por Regina Freitas Silveira, esta obra é um hino à maturidade feminina, um resgate das memórias, reflexões e histórias que habitam cada mulher que viveu intensamente. Logo ao abrir suas páginas, somos recebidos por uma arca repleta de versos, narrativas e reflexões que parecem falar diretamente ao coração. A proposta da autora é clara: transformar experiências de vida em poesia e convidar suas leitoras a fazerem o mesmo. Com uma estrutura fluida e sem regras rígidas, o livro incentiva o leitor a mergulhar nos textos de maneira intuitiva, como quem vasculha um baú antigo e encontra relíquias inesperadas. Regina escreve com uma linguagem que é ao mesmo tempo poética e acolhedora, trazendo humor e sensibilidade para temas complexos como o envelhecimento, a perda e a autodescoberta. A arca que ela nos apre...

Enchente: Uma coletânea em prosa e verso — Uma reflexão poética sobre dor, esperança e resiliência

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Quando as águas invadem, arrastam mais do que casas e bens materiais. Elas levam memórias, sonhos e, em muitos casos, a segurança emocional das pessoas. Mas, paradoxalmente, também deixam marcas de solidariedade, resiliência e uma vontade inabalável de reconstruir. É exatamente essa dualidade — o dilúvio físico e emocional — que "Enchente: Uma coletânea em prosa e verso", da Editora Bestiário, captura de forma magistral. Com uma linguagem ora poética, ora visceral, esta obra é mais do que uma homenagem à tragédia das enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em 2024. Ela é uma carta aberta às dores da humanidade e um grito de alerta contra o descaso que permitiu que essas águas se tornassem tão avassaladoras. Em cada conto, crônica e poema, os autores dão vida a um mosaico de sentimentos e reflexões. Alguns textos mergulham na devastação: as águas invadindo espaços íntimos, transformando o cotidiano em ruínas. Outros exploram as histórias de resistência, as mãos que se est...