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9 verdades e uma mentira

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Brincadeiras revelam as pessoas. Devo admitir que essa que corre nos dias de hoje naquela rede social que pretende definir o que é verdadeiro no mundo, me fez conhecer mais a fundo muitas das pessoas com quem convivo. Virtualmente e na realidade. Eu já tinha me feito esse desafio ao revelar aqui no blog, bem antes disso, ao revelar 20 coisas interessantes que já experimentei na vida e nos 60 fatos da minha vida que você nem desconfiava (I, II, III e IV)  Interessante analisar como quase todos nós temos a tendência de rotular alguém (e mesmo a nós) com uma imagem. Para muitos sou a mulher elegante e bem educada e há quem não me julgue capaz de fazer nada que saia da linha de comportamento aceito socialmente. Também faço isso com outras pessoas. Talvez por isso olhar uma lista, feita muitas vezes de brincadeira, mas que revela facetas não conhecidas por nós, nos revele uma pessoa mais complexa que tínhamos delineado. Nossas verdades, ou versões do que nos aconteceu...

60 fatos de minha vida que você nem imagina (IV)

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“o que ela quer agora é entrar no rio, talvez morrer, nem sabe, mas entrar no rio, isto é o que importa, de costas para aquela máquina de enlouquecer que chamam de mistério”  João Gilberto Noll. “Harmada.” Quando a perspectiva de vida saí da balança e se vê que os anos que restam são menores que os anos que se foram, bate uma melancolia leve. Uma coisa de "puxa, se eu soubesse tinha aproveitado mais"...embora a cabeça lhe aponte que coisa nenhuma, teria feito do mesmo, que a Vida se encontra para ser vivida, do jeito que der, do jeito que se quer no momento em que se vive. E essa utopia de voltar, mas mais sábia, é coisa que não existe. Se existisse a gente usava toda essa sapiência para não errar de novo. E balela, vamos continuar fazendo das nossas, que o que realmente se assenta em nós são as manias. Essas velhas conhecidas que confortam nosso cotidiano. Nossa linha de conforto. Nosso sapato velho com seus calos mais que conhecidos. Vamos ao final dos fatos...

60 fatos de minha vida que você nem imagina (III)

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" ....por mais profunda e duradoura que seja uma amizade, numa conversa nunca nos entregamos tão completamente como o fazemos diante de uma página em branco, dirigindo-nos a um destinatário desconhecido”  Houellebecq, Michel. “Submissão.”  Páginas em branco sempre me foram mais amistosas que pessoas. Mais amigas.  Mais fáceis de mergulhar. Palavras sempre foram companheiras . Tipo amuleto que se apega em tempos obscuros e bálsamo para dias cinzentos. 31 - Sempre gostei de ter diários. Nunca foram secretos. Nunca escondi o que escrevia, mas senti muito quando alguém muito próximo o leu para amigos comuns. Eu tinha 14 anos. Não senti pelo que escrevi exposto, embora fossem bobagens, mas pela traição de expor coisas que não lhe pertenciam.  32 - Acho que comecei a fazer blogs como se fossem diários. Não tinha a pretensão de que fossem um ganho financeiro (que aliás nunca foram). Por isso também não registrei o nome do meu blog que uso desde 2004. Ób...

60 fatos da minha história que você nem desconfiava (II)

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“Contar a vida é como contar um sonho ou contar um filme.” Rivera Letelier, Hernan. “A Contadora de Filmes.” As memórias vão se fundindo com versões das versões. Já não posso afirmar com certeza se o que vou relatar aconteceu assim ou se foi mudando em minha mente à medida em que ia crescendo e amadurecendo.  16 - adorava ler desde muito pequena. Antes que as letras fizessem sentido para mim, amava que me contassem as histórias. E as memorizava para profundo desgosto de quem queria adiantar as páginas... 17- minha história predileta. Duas na verdade. A princesa e a ervilha. Obviamente que a entendo até hoje. Um grãozinho podem melar a melhor das noites e obviamente também, apenas uma princesa de verdade vai se importar ( e perceber isso). A segunda? A rainha da Neve. Ou de como se sacrificar pelo amor e passar o Diabo que o pão amassou para que o objeto do amor se dê conta da nobreza de caráter que estava desdenhando. Caso de análise . Urgente. 18- Sempre fui fó...

60 fatos da minha história que você nem desconfiava (I)

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Como todos devem saber faço 60 anos este ano. (Quem não sabia acabou de descobrir). Sou da boa safra de 1957 . Confesso para vocês que ainda não assimilei de verdade essa passagem de década e entrada nos chamados anos sexies. Eu brinco dizendo que tenho um projeto chamado # idosagostosa  que vem desde 2012, com algumas interrupções por problemas alheios à minha vontade. Mas agora não dá mais para fugir. O calendário vai mudar e sim, serei uma pessoa idosa. O que virá, eu sei lá que nunca fui de muito planejar. Até planejo, na verdade, mas nem sempre sigo a risca esses planos. Deixo a vida me levar a maioria das vezes. E esses 60 anos...como passaram???? Deixa recordar com vocês 60 fatos sobre eles....  Vai ser meio ser ordem cronológica porque vou fazer um voo sobre o passado. Eu poderia ter me chamado Elizabeth Cristina ao invés de Elenara. Houve um sorteio lá em casa e meu irmão ganhou. Só fui me habituar com o meu nome lá pelos 40/50 anos mas... Nunca cha...

Cuidar de mim para poder cuidar dos outros

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Desde pequena meus testes de aspirações sempre apontavam uma alma generosa. Com os outros. Quer me ver mover mundos e fundos? Sentir que alguém precisa de minha ajuda. Deixo timidezes e medos internos e faço coisas que não faria por mim. Errado. Não, ajudar os outros é bom e me faz bem. Não preciso deixar de ser generosa com o mundo. Ele bem que está precisando disso e acho que pode ser minha contribuição de formiguinha. Mas até quando testezinho bobo de rede social te aponta um caminho, é porque a vida está mandando sinais... E o errado é que eu estava me esquecendo de mim. E com isso a minha generosidade ia pelo ralo. Estava me tornando intragável, mal humorada, sem folego e sem energia. Ponto UM: e eu sempre repeti como mantra: pessoas felizes são mais generosas com a vida. E se eu sempre soube disso tanto que alardeava para todos, e praticava comigo, o de procurar pelo menos um momento de felicidade por dia, onde foi que me perdi??? Na roda viva do mundo. Na...

As muitas eus dentro de mim

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O Livro do Desassossego - Bernardo Soares (ou é obvio, Fernando Pessoa), Obvio? Nem tanto. Se o fosse não haveria a necessidade de heterônimos que são as outras facetas de cada um de nós.  Existe em mim a Espantada de Souza que quanto mais lê, menos entende e prefere se refugiar nos poemas e gatinhos.  Da vida e suas inquietudes. Ando pelas ruas procurando um algo que faça sentido e talvez o sentido do algo seja justamente não ter nenhum. Niilista? Mas se nem sei direito o que é isso, que nunca fui dada a entender profundamente teorias. Sempre achei meio cafona andar arrotando sapiência de gente que já morreu faz tempo. Ou se está vivo, é tão inteligente que nem parece de verdade. Se disse e serviu para ele, que faça bom uso. Me aproprio do que me serve. O resto junto na lata das possibilidades que não me calam à alma. Largo tudo e vou ronronar.    Espantada de Souza Existe a Antônia Caparelli, a alma gringa que me habita, que escreve poemas eróticos...