Postagens

Mostrando postagens com o rótulo versão

As pontes e as versões do todo

Imagem
Pontes. Tenho me debruçado muito sobre as pontes, seu simbolismo de união e também sobre as diferentes formas de visão que levam às mais variadas versões da vida.  Esses dias estávamos falando sobre o passado de uma determinada pessoa muito próxima. Notei com um interesse espantado, que muitos fatos, que eu sabia terem acontecido de x forma, tinham virado y, z ou w para pessoas também muito próximas. Foi como quando eu vivia na capital federal em um tempo que a imprensa era menos livre. Acompanhava fatos por narrativas de pessoas que os viviam de fato. Para minha inteira surpresa, os jornais da época os noticiavam de forma diferente. Ou nem isso. Eram solenemente esquecidos e alijados da história, sobrando para quem os soubesse, contar de forma oral. Foi meu primeiro contato direto com a História como é contada e suas versões. Com a vida da gente não é muito diferente. Fazemos isso muitas vezes de forma inconsciente quando relembramos fatos de nossa vida. Ou quando os narra...

O Brasil não é um país sério, então comam brioches

Imagem
Sempre gostei de história. Uma das minhas diversões era pesquisar a realidade depois de ver um filme ou ler um livro. Cedo aprendi que tanto a literatura como as artes visuais se valem de recursos dramáticos para contar a História. Os heróis nem sempre eram belos e valentes. Os fatos nem sempre seguiam a ordem cronológica exata. Mais ou menos como esses filmes que passam na cidade da gente e onde as paisagens mais icônicas aparecem como sendo próximas, quando na realidade nem sempre o são. Liberdades do artista. Sou do tempo em que havia diferença entre estória e história.  Empregava-se a forma estória quando a intenção era se referir às narrativas populares ou tradicionais não verdadeiras, ou seja, ficcionais. Já a palavra história  era utilizada em outro contexto, quando a intenção era se referir à História como ciência, ou seja, a h istória factual, baseada em acontecimentos reais. ( Fonte ) Parece que nem se usa mais esta diferenciação semântica, virou anacronismo. N...

Loucura é andar fora do bando

Imagem
Ando pelas ruas procurando alguma versão que faça sentido nessa vida cada dia mais louca. Lembro a velha ladainha, tão cantada por minha mãe: " Pedro Pereira Pinto? Pronto, patrão. Pinta P na porta e no portão. Ando pelas ruas procurando um tal pintor pateta que pinta pê na porta e no portão. " Nunca entendi a lógica do andar pelas ruas quando ela não começava com pê que era a lógica do início. Ainda era criança e no meu ingênuo coração acreditava que o mundo deveria ser uma imensa brincadeira de encaixar, onde o senso comum e a coerência fossem as chaves mestras de montagem. Ledo engano. Talvez a sabedoria de minha mãe já mostrasse que nem sempre a ordem é lógica e que nem sempre as regras são rígidas. Há encaixes que se moldam com outros conformes e cabe a nós buscar nosso mais perfeito. Ou o mais adequado. Ou o que conseguirmos alcançar. Que no fim das contas, a "vida é luta renhida, que aos fracos abate e que aos fortes...."  Espera aí, lei da ...