Postagens

Mostrando postagens com o rótulo depressão

Aquela Zica de fim de ano

Imagem
Nem sempre foi assim. O fim de ano era tempo muito esperado. Tinha a magia do Natal e dos preparativos. Era um tal de fazer biscoitos, ir em busca de musgo para o presépio e imaginar o que o Papai Noel ia trazer de presente a cada ano. Desde que não viesse junto. Um ano ele veio e era feio que só. Não era gordo e bonachão como nas revistas (não tinha esta coisa de shopping naqueles tempos e o bom velhinho a gente só via em propaganda das revistas). O que veio era magro e com uma máscara esquisita. Chegou todo cheio de mau humor o coitado. Já devia estar cansado de tanto dar presente e fazer sermão. Veio com uma vara de marmelo como se apanhar fosse coisa comum para mim. Não era. Chorei muito. Quase como naquele filme da Branca de Neve quando a bruxa apareceu e fez a Branca dormir com tempestades e raios. Na verdade chorei menos que no filme que estava de olho nos pacotes e era só esperar o magrelo ir embora que tudo virava festa de novo. Natal era tempo de calor. De...

Recomeçando

Imagem
Recomeçar. E recomeçar de novo. 1943234160 segundos desde que os abriu pela primeira vez nesta Terra de tantos desafios. Abrir os olhos tem um significado bastante peculiar. Pode exprimir o ato físico de mover as pálpebras e permitir a sua lubrificação. Mas também pode aludir à uma abertura de mente mais ampla, além do físico. Tantas e tantas vezes abriu os olhos de maneira marcante. Alguns com um estalo gritante. Outros mais suavemente, mas sem saída. Hoje abriu os olhos com uma ponta de recomeço. Talvez saindo de tempos tenebrosos onde suas forças internas entraram em tal conflito que paralisaram. Tentou de vários modos lidar com isso.  Apelou para a força de vontade. Para suplementos energéticos quando as pernas teimavam em não obedecer. Foi aos médicos para examinar as tonturas que a faziam perder as forças e a garra de ir em busca. Tomou passes. Rezou. Leu. Escreveu. Fez apelos mudos nas escrita revelando que o ponto de não retorno estava próx...

Saindo da letargia e voltando a viver

Imagem
Eu e Stephen Hawking começamos a vida com algo em comum: a curiosidade e a paixão pela incógnita do universo.  Lembro que bem pequena já me perguntava se o universo era realmente infinito. E se fosse, esse nunca ter fim não me convencia. Mas se era finito, o que havia além dos seus limites.  Mas ao invés do cara inglês, minhas perguntas nunca passaram de mera curiosidade. Minha real vocação era ser útil ao próximo. Mas nem por isso pensem que virei uma missionária que fez relevantes serviços pela humanidade. Não. Meus caminho sempre foram mais prosaicos. E com certeza no dia que eu morrer poucas pessoas se lembrarão de mim após algumas semanas. No bem da verdade a arrogância que alguns levam na vida não sobrevive a uma semana de doenças.  Estar acometido de algum mal ou acompanhar alguém querido lutando para viver é das maiores lições de humildade e vida que se pode ter. Lembrem disso (e sinceramente espero que nunca tenham que vivenciar isso): a...

Quando a Alma se esvazia

Imagem
Acordou como todo dia. Automaticamente pegou o celular ao lado da cama e correu os olhos pelas redes sociais. Entre mensagens do cotidiano, as inúmeras de ânimo. Ânimo? Para ela talvez o artigo mais raro. Ânimo exige vontade e objetivo. E nem sempre eles são tão companheiros assim da vida. Tem vezes em que a alma se esvazia...e dói. Há dores atrozes, lancinantes. Há dores que perduram anos e se vão. Enfrentadas, compreendidas, assimiladas. Administradas. As da alma são bem mais complicadas. Tem os que não aguentam e cortam os laços com a vida. O que passa em seus corações? Quantos gritos de alerta terão dado? O que lhes tapava o sol e a esperança? Há várias formas de se deixar morrer sem apelar para as mais dramáticas e urgentes. Não se cuidar é uma delas. Se expor sem necessidade outra. Quantas vezes nos deixamos morrer nos afastando da vida? É um assunto complicado e difícil de ser abordado. Para quem está mais que triste, os exemplos tão alardeado...