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Civilização do amor: Começa em cada gesto

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  Enquanto subia a ladeira meio íngreme, ladeada por casas populares e comércio de bairro, pensava em como seu avô Bartholomeu estaria satisfeito. Vinha de um encontro com um grupo de pessoas idosas em um Centro Social Marista. No coração do bairro Mario Quintana, em Porto Alegre, o Centro Social Marista Santa Isabel (Cemasi) pulsa como uma parceria viva entre as Irmãs Franciscanas e os Irmãos Maristas. Referência para diversas comunidades da região, o Cemasi atua em um território marcado por desafios históricos e sociais — onde faltaram políticas públicas, mas sobrou potência coletiva. Quadras de esporte, cozinha comunitária, salas de encontro e reunião compõem o espaço para que crianças, adolescentes, adultos e pessoas idosas possam usufruir dos eixos estruturantes dos Centros Sociais da Rede Marista: Cuidado, Cultura da Solidariedade e Paz, Protagonismo e Cidadania, e Incentivo à Aprendizagem Escolar. Esses eixos, segundo o site, têm como objetivo contribuir para a construção de...

Meu avô jornalista e revolucionário

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Meu outro avô, o Fábio, era jornalista. Seu jornal se chamava A Palavra e era nele que usava seus dons de inflamada paixão literária para defender suas ideias políticas. Meu avô era uma homem de decisão e tinha posição. Morreu por conta de seus ideais. Imagino a fúria de seus dedos ao datilografar vigorosas reportagens sobre os desmandos da época. Não poupava palavras. Mentiroso cynico, canalha impudente. Salamalequeiros da dictadura...que tartufos! Dizia sobre as autoridades da época que fraudavam eleições. Ao invés das fake news, muniam os eleitores com cédulas pré marcadas. Cada época com as suas patuscadas. Não a toa as paredes de sua tipografia amanheciam cobertas de balas. Meu pai, que tinha três anos quando ele morreu, lembrava das marcas. Maragato, batista e maçom. Não duvido que fosse espírita como seu irmão. Se bem que talvez tivesse mais crenças no real do que no espiritual. Devia ser porreta, esse avô, que morreu jovem, com 36 anos, perfurado por balas em um lev...

Bostejando pelo meio ambiente

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Meu avô materno era médico. Veio pequeno de uma Alemanha que ainda não oferecia condições dignas de vida para todos os seus filhos. Sua pequena aldeia de Monzelfeld , perto do Rio Mosela, parece hoje uma paraíso aos nossos olhos terceiro mundistas. Mas naqueles tempos passados não devia ser tão promissora com seus habitantes. Vários deles optaram por viagens sofridas para desbravar terras desconhecidas, sabendo que nunca mais voltariam para ver seus parentes. Aqui no Brasil foi professor. Foi dele a ideia que resultou na vinda dos irmãos Maristas para que os filhos dos imigrantes pudessem ter um ensino de qualidade. Custou para conseguir realizar seu sonho de curar pessoas. Já tinha 41 anos quando se formou em Medicina na UFRGS, turma de 1912 . Foi clinicando por aí até chegar ao interior do interior, onde se radicou e proporcionou uma vida de alegrias à minha mãe e suas irmãs e irmão. A mãe sempre conta que quando chegava um doente as primeiras providências que ele costumav...