Vivenciando e processando o Luto e a Mudança
Sempre gostei de ter diários. Tenho comigo os da juventude, cadernos bem elaborados, cheios de desenhos e recortes. E sentimentos ingênuos de todo adolescente que se descobre navegando na vida. Retomei o hábito de escrita diária desde 2023, agora em forma digital. Foi depois de ler o livro O Caminho do Artista , em um clube do livro que participo. Escrevo como catarse e, em geral, não releio. É como se fosse um depoimento guardado para que, quem sabe, um dia eu retome. Ou simplesmente uma conversa interna que se exprime melhor em palavras. Mas este ano enfrentei batalhas imensas. Janeiro começou com a partida da mãe , aos 98 anos, depois de dois anos acamada e com um Alzheimer se adiantando. Sempre fomos companheiras de vida. Após o falecimento do pai, ainda mais. Os cuidados intensos com os dois me fizeram ter escolhas de vida que não eram sempre as que refletiam quem eu era. Na verdade eu diria que eu nem sabia mais quem eu era quando, me deparei com uma liberdade que não tinha desd...