O afeto é revolucionário
Cansada de textão. De palavra bonita e frase elaborada que afasta a compreensão. Sim, eu fiz mestrado e leio bastante. Mas sempre detestei eruditeis. Gosto do que comunica sem ser raso. Gosto da corrente que jorra da emoção. Gosto do poder do afeto.
O afeto é revolucionário.
O afeto rompe barreiras. Principlamente as internas. Faz pontes entre abismos. É imune aos senões. É além da lógica. É coisa de emoção.
Emoção.
Aquilo que o cérebro límbico/fera/rugido em nós grita e aponta sentidos.
Sentidos? No sentido de sentir. E não apenas do sentido de pensar.
Etimologia: vem do grego etymon (verdadeiro, real) + logia (estudo) — o estudo da origem verdadeira das palavras.Origem verdadeira das palavras. O que é a verdade? Onde o real? Onde o instinto?
O que irrompe em nós na vida de verdade?
Não a que mostramos para fora. A máscara que usamos em público. Mas a que nosso coração aponta como certeza. Mesmo que seja incerta.
Ilógica.
Inanerrável.
Implosiva.
Intensa.
Impactante?
Este truquezinho de enfatizar com palavras que começam na mesma letra aprendi em uma série de tribunal.
E não, este texto não foi feito em nenhuma IA da vida porque elas não sentem. Não conseguem entender o significado real da palavra afeto. E nem o poder da revolução.
Seguimos. O afeto sempre nos salvará. Porque é lugar onde os bárbaros não conseguem atingir. Se a gente não deixar. (Lembrem 1984 e onde o poder tenta nos abater...)
A poesia salva.
A vida continua.
E os ciclos históricos não param.
E eles nos ensinam que o afetosempre foi perseguido. Mas não morre.

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