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Ervilhas, ora direis olhar estrelas

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"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo,  Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto, Sem querer abusar do Bilac , mas já lembrando dos tempos idos e vividos, volto ao passado que já nem sei ao certo se aconteceu neste universo, ou em um dos outros tantos em que já vivi. Com certeza em um deles eu era uma andarilha peregrina que achou abrigo em um palacete e onde me colocaram em uma Queen Size Bed de altura astronômica. E onde passei uma noite danada de mal dormida que se traduziu em olheiras terríveis e um mal humor do cão que, obvio, acabou por afastar aquele cara lindo que mais parecia um príncipe. Tudo por causa de um grão de ervilha que alguém esqueceu abaixo da camada de espuma da Nasa. Em outro universo fui uma menina que trocava o volei e os passeios de bicicleta pela leitura de contos de Andersen . Mas que não abria mão dos patins.    Ilustração de Nacho Naolino Diaz Fui crescendo e aprendendo que os contos de fadas são armadilhas, historiet...

da fobia social às distopias

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Acordei voragens. Algo da rudeza do mundo mexeu fundo no estômago, tomou conta do corpo e precisei de um refúgio. Dos melhores que conheço, os livros sempre me recompõem. Embora sejam meus parceiros desde sempre, ando deles alheia. As palavras nem sempre me são amantes inebriantes como eram. Eu, que ando mais neutra. Mais tão sem sal. Tão enclausurada. Em mim. Em minha casa. Em meu mundo pequeno e vasto, conforme a circunstância e conveniência. Acordei coragens. Já disse várias vezes que fui fóbica social. Dessas que não parece, tudo a custa de muita terapia e uma certa alma ariana (de signo) que me leva ao encontro do novo, do desafio. E que a coisa interna que me habita teima em pintar de escuridão logo em seguida e me faz recuar. Acordei inquietudes. Medo das pessoas. Tem nome para isso? Me dei conta que nunca tinha pesquisado de verdade. Tem nome sim, se chama:  Antropofobia ("A pessoa com o medo extremo entende que seu medo é ilógico. Apesar disso, a fobia de pessoas afet...

Ser feliz é complicado

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"Dá um abraço no velho" Ouvi essa frase saindo do enterro do pai de um amigo. Muitos anos antes de perder o meu. Só fui dar a devida caída de ficha quando a morte me pegou de roldão e eu entendi toda a imensa saudade contida naquela frase. Ser feliz é complicado - a voz do Nico Nicolaiewsky grita no meu ouvido enquanto tento arrumar os pensamentos tentando enfim me resgatar no meio dos escombros e ruínas que sobraram do que um dia pude chamar de eu.  A vida é confusão, teima o Nico em gritar. Algo em mim sobrevive, uma réstia de luz, um urro de vida. Não é preciso se estar doente de corpo. Basta estar de alma. Mas também sou bobona. E quanto. Mais difícil apenas respirar e recompor os dados que apenas deixaram de fazer sentido. Em algum lugar me deixei morrer. Um processo, com certeza. Todos eles são uma escada para novos renascimentos. Eu tão cheia de certezas de ontem, eu tão sem chão de agora. Eu, promessa de voo amanhã. Abraça teu velho que a vida ...

A evolução da Confiança e Kobayashi Maru

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Sou uma pessoa extremamente desconfiada. Começo já alertando que acredito sempre pesquisando e tentando ver se não existe algo que não encaixe bem. E ao mesmo tempo sou extremamente pretensa a acreditar no ser humano e no potencial da interação, generosidade e compartilhamento. Pois a respeito da evolução da confiança, um amigo mandou um link interessante  onde, através de uma simulação com a teoria dos jogos tenta explicar o que considera um enigma : Por que, mesmo em tempos de paz, amigos se tornam inimigos? E por que, mesmo em tempos de guerra, inimigos se tornam amigos?   Onde nos levará essa epidemia de desconfiança como o site define e quais alternativas temos para resolver isso. Hummmm, nada mais atual. Já ouvi falar na tal teoria dos jogos e não me perguntem nada sobre ela, também não sei explicar, mas sei que está sendo muito utilizada em várias pesquisas para explicar um monte de coisas.   No tal link, começamos com um joguinho onde temos ...

Mulher do Sol, Homem da Lua

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Fonte Ela acorda com o primeiro raio de luz, ele almoça ao fim da tarde. Mulher do Sol. Luz da energia ancestral que a carrega e impulsiona desde sempre. Homem da Lua. Raios de magnética inspiração que o trazem à vida. Bom dia, Hoje acordei bem cedo e fui caminhar. O dia foi belo e calmo. E me preparo para ver o jornal da noite e cair no sono.  Boa noite! A entrevista do programa da madrugada falou do tempo e dos mistérios da vida. Os cachorros latiram, senti fome e fui dormir com os primeiros raios do sol. As conversas beiravam ao trivial. Nada se revelava. Apenas se suponha. Falavam de nada como se tudo fosse. Viviam da possibilidade DE.  Talvez fosse mais realidade que muitos. Assim iam levando. Ela, mulher do sol. Ariana convicta. Corajosa como se fosse amazona de longínqua dinastia. Ele, home da lua, Dionísio se sentia. Rudezas se amenizavam em suas almas. Ausências se tocavam nas suas imperfeitas vivências. Importa afinal o que se revela ...

Focar - necessidade urgente

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FOCO!!!! Socorro, ando precisando de uma lente dessas que foque em um objetivo e me limite as possibilidades. Pessoa curiosa e muito pesquisadora enlouquece com uma biblioteca ficando sem saber qual livro escolher e já pegando meia dúzia para a mesa de cabeceira, namorando a ideia de ler e reler todos.  Nunca consegui fazer uma coisa por vez. Estudava vendo TV. Via TV jogando. Trabalha ouvindo música e navegando. Navegar. Daquela simples expressão que significava pegar um barco para a atual, passei ainda naquela de voar nas possibilidades: a tal navegar na maionese. Tudo bem que muita gente usa para se referir a pensar coisas que não vão acontecer de tão fantasiosas. Mas eu me apropriei no sentido de dispersão.  Dispersiva. Presente. Paro tudo e vou em busca do que me dá mais prazer no momento. E sou compulsiva muitas vezes. É ótimo para a mente e péssimo para o bolso. Há que haver um equilíbrio entre motivação e foco. E fazer dos objetivos um hábito que ...

Somos instantes

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Acordou saudades. Tirou a camiseta antiga que guardava seu corpo nas noites de insônia. Essa não. Dormira profundamente o tal do sono dos justos que lhe vinha de vez em quando. Cada vez mais quando. Quando tudo bem. Quando não questionava. Quando se enfurnava. Quando era quase sempre. Se fosse normal como tantos que conhecia, ia em um médico qualquer que lhe receitaria um para te quieto também conhecido por tarja preta. Mas não ela.  Acordou saudades depois de uma noite bem dormida. Ou quase. O gato peludo a acordara miante. E ela, solícita, largou o sonho que era importante e foi atrás do felino. Como sabia que era importante? Porque ficara repetindo um nome infinitas vezes naquelas formas malucas que o universo tem para sinalizar algo.  Acordou saudades e esquecimentos. Não lembrava o aviso do sonho. E logo o dia foi lhe tomando e deixando de lado as magias e mistérios que isso é coisa das madrugadas. Os dias exigem mais ação e coragens. Somos i...