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Por que amamos odiar os vilões — ou odiamos amá-los?

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Os vilões. Porque exercem tanto fascínio em nós, pobres mortais? Muitas vezes mais que os bonzinhos de plantão. Já me peguei pensando muito sobre isso. E confesso que nunca entendia muito bem a razão. Mas hoje, com essa chuvinha miúda e este sem paciência para um mundo caótico que nunca parece se encaixar, aqueles dias em que o café forte é bálsamo e muleta, pude compreender o que antes só raciocinava. E sim, tem uma baita diferença entre raciocínio pragmático e sentir com o coração e entranhas. O que me disse essa mistura de eu, café e música clássica que entra em mim feito a chuva que caí lá fora? Que os vilões, sejam os reais ou fictícios, costumam permanecer mesmo depois do fim das histórias. Eles não acabam com o fim do livro, da série ou da história. Eles permanecem, nos cutucam e de certa forma, nos fascinam.  Por que, afinal, gostamos tanto dos vilões? Porque são humanos. Dizem o que muitos gostariam de dizer. E só imaginam, tolhidos que são pela educação aprendida. E ...