Postagens

Mostrando postagens com o rótulo universo paralelo

Abrindo portais do medo

Imagem
Gosto de filmes e séries que tratem de universos paralelos. Gosto da ideia de portais que nos levem à novas realidades. Imagino como seria se eu pudesse viajar entre universos paralelos e conhecer outras versões de mim mesmo e do mundo. Será que eu seria mais feliz ou mais triste? Será que eu teria feito escolhas diferentes ou as mesmas? De repente me dou conta que ao abrir minha porta, todas as manhã, eu abro um portal de contato com outras realidades, tão próximas, tão longes. Cada janela que vejo da minha, abriga pessoas e seus universos. Cada pessoa é um mundo intenso e desconhecido. Para que ter medo se todos somos habitantes da mesma galáxia? O medo do contato pode ser a insegurança de se sentir aceito pelo diferente. A questão é: aceitar primeiro. Abrir o portal do conhecimento. Deixar as reservas do lado de dentro e ousar o mundo com o olhar da descoberta. Então percebo que não preciso de um portal mágico para explorar outras realidades. Só preciso sair da minha zona de confort...

Ervilhas, ora direis olhar estrelas

Imagem
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo,  Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto, Sem querer abusar do Bilac , mas já lembrando dos tempos idos e vividos, volto ao passado que já nem sei ao certo se aconteceu neste universo, ou em um dos outros tantos em que já vivi. Com certeza em um deles eu era uma andarilha peregrina que achou abrigo em um palacete e onde me colocaram em uma Queen Size Bed de altura astronômica. E onde passei uma noite danada de mal dormida que se traduziu em olheiras terríveis e um mal humor do cão que, obvio, acabou por afastar aquele cara lindo que mais parecia um príncipe. Tudo por causa de um grão de ervilha que alguém esqueceu abaixo da camada de espuma da Nasa. Em outro universo fui uma menina que trocava o volei e os passeios de bicicleta pela leitura de contos de Andersen . Mas que não abria mão dos patins.    Ilustração de Nacho Naolino Diaz Fui crescendo e aprendendo que os contos de fadas são armadilhas, historiet...

Guardiã das memórias

Imagem
Acordou. Foi aos poucos.  No começo uma estranheza pequena. Uma vírgula fora do lugar. Uma frase desconexa. Uma palavra com outro significado. Mas como o mundo parecia tão igual não notou. As vírgulas se transformaram em pontos. De exclamação. Ela tentava juntar as peças. Contava com uma boa memória e com farta bibliografia, recortes de jornais, todo tipo de lixo acumulado que teimava em guardar nem bem sabia o porquê. Agora compreendia. Era a maneira de ligação.  No começo achava que era com o passado. Mas qual passado?  O que ela lembrava, e onde construiu suas certezas, tinha uma história.  Esse no qual acordou tinha outras histórias. No começo achou que eram versões e visões diferentes. Mas não podia ser tão simples. Pessoas lhe contavam de um passado que ela não vivera. E com total sinceridade. Não podiam estar inventando. Nunca.  Teve que admitir que em algures cruzara um portal e entrara em uma realidade paralela....