Angustias do agosto e das escolhas que doem
Agosto, mês do desgosto, é uma máxima de casa. Nunca questionei de onde vinha essa combinação do oitavo mês do ano como sinônimo de desgraças. Lembro que a gente sempre dizia: passando o agosto está tudo bem, temos que nos alimentar para passar o agosto e por aí seguiam as recomendações, entre brincalhonas e sérias, como se um mês pudesse reunir todas as coisas desgracentas do mundo. Mas vai que existam las brujas, nunca se sabe. Melhor mesmo se precaver. Confesso que já comecei o mês com um pesadelo. Desses bem de filmes de horror. Um casal de jovens rebeldes que salvaram uma amiga, mas que foram pegos. Estavam amarrados e um carrasco vinha com um maçarico e os queimava de leve, só para sentir o terror, nessa coisa meio demoníaca que os torturadores devem sentir ao ter alguém sob seu domínio. Fez isso com a primeira moça. Fez isso com o rapaz. Rindo sádico dos gritos de dor de ambos. Na terceira começou como os outros. Mas se aproximou do rosto e quando vi, eu que era espectadora, ele...