segunda-feira, 31 de julho de 2017

Mulher do Sol, Homem da Lua

Fonte
Ela acorda com o primeiro raio de luz, ele almoça ao fim da tarde.

Mulher do Sol. Luz da energia ancestral que a carrega e impulsiona desde sempre. Homem da Lua. Raios de magnética inspiração que o trazem à vida.
  • Bom dia, Hoje acordei bem cedo e fui caminhar. O dia foi belo e calmo. E me preparo para ver o jornal da noite e cair no sono. 
  • Boa noite! A entrevista do programa da madrugada falou do tempo e dos mistérios da vida. Os cachorros latiram, senti fome e fui dormir com os primeiros raios do sol.
As conversas beiravam ao trivial. Nada se revelava. Apenas se suponha. Falavam de nada como se tudo fosse.

Viviam da possibilidade DE. 

Talvez fosse mais realidade que muitos. Assim iam levando.

Ela, mulher do sol. Ariana convicta. Corajosa como se fosse amazona de longínqua dinastia. Ele, home da lua, Dionísio se sentia.

Rudezas se amenizavam em suas almas. Ausências se tocavam nas suas imperfeitas vivências.

Importa afinal o que se revela ou se esconde? A versão não vale acaso mais que as verdades que apenas se percebem, sem o mínimo comprometimento outro que não seja a poesia de existir.

Poetizar. Se deixar sonhar talvez fosse a forma de não morrer em um mundo cada dia mais distante da compreensão. Se em algum momento Sol e Lua conseguissem o simulacro de um beijo, isso já não importava.

Sonhavam. Cada um em sua vida. Sonhos solares. Sonhos enluarados.

E por breves instantes eles se mesclavam. E os unicórnios argonautas voavam em carruagens de prata e ouro em direção ao infinito.   



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