quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A vida me cobra mudanças

Dia cheio. Algumas coisas boas que nem tudo é ruim na vida da gente, mesmo quando tudo parece ruir feito circo vagabundo ao nosso redor. Mas mesmo assim cansaço mental. Às vezes nem sei se os neurônios estão começando o namoro com o alemão (ou desnamoro) ou se estão em tal estresse que andam feito tontos tentando entender em que gaveta se escondeu qual informação. 

Juro que vou tentar pensar que é coisa das seis décadas que se aproximam. Me arrumo para desopilar escrevendo. Isso depois de ajudar mãe a ir ao banheiro, fazer café, correr para cá e lá enquanto atende cliente pelo WhatsApp e tenta lembrar tudo o que tem que fazer tendo a certeza de que as poucas horas que dispõem na sexta feira naovão dar conta.

Aí escuto ruídos estranhos. Lembro que dei a gosminha para a gata vomitar pelo (gateiras entenderão ), corro para o quarto a tempo de ver a felina vomitar em cima da minha bolsa. De palha. 

Limpo. Respiro. 

Respiro de novo. Vontade de sumir para longe. Tão longe que nada conhecido me chegue perto. Aí me lembro que não só não renovei o passaporte, como para fazer isso tenho que fazer nova identidade. E mudar obviamente todos os documentos e locais onde ela consta como RG oficial. (Minha identidade é do DF. Do tempo de antanho quando eram feitas pela Polícia Federal....)

Nunca quis renovar porque tem só seis números e sempre achei muito vip dizer que meu RG é do Departamento de Polcia Federal. Agora vou ter que meter essa coisa "chique" no saco e enfrentar mais essa mudança.

Não gosto de mudanças. Quer dizer, até gosto de mudanças profundas, mudanças de ideias, mudanças de cidade, mudanças de vida. Até mudança de cabelo eu curto. Não gosto é dessas mudanças do dia a dia. 

O dia a dia me cansa. Não nasci para as rotinas da vida. 

Talvez isso esteja me cansando demasiado. Gasto uma energia imensa para coisas que as pessoas fazem no automático. E levo de letra aquilo que muitos precisam de terapias e comprimidos para enfrentar. Aquela frase da Clarice das coragens absurdas e dos medos bobos, foi feita para mim...

Ando em tempos de cobrar da vida. Cobrar de mim mesma. Gritar em silêncio as mágoas e medos. E no fundo só o que preciso é respirar e ter um tempo para mim mesma. Preciso ser egoista como as pessoas que conheço que fazem isso numa boa e a mim me custa cobranças imensas. 

O estado de não sei - embora sabendo bem - me ronda. A cabeça absurdamente cheia. E desorganizada. 

Fecho a década dos cinquenta com a preemencia de ser enfim mais eu. Seja lá o que isso for. A vida me cobra mudanças. Que venham então. 




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