sábado, 10 de setembro de 2016

Quando a Alma se esvazia

Acordou como todo dia. Automaticamente pegou o celular ao lado da cama e correu os olhos pelas redes sociais. Entre mensagens do cotidiano, as inúmeras de ânimo.

Ânimo? Para ela talvez o artigo mais raro. Ânimo exige vontade e objetivo. E nem sempre eles são tão companheiros assim da vida. Tem vezes em que a alma se esvazia...e dói.

Há dores atrozes, lancinantes. Há dores que perduram anos e se vão. Enfrentadas, compreendidas, assimiladas. Administradas.



As da alma são bem mais complicadas.

Tem os que não aguentam e cortam os laços com a vida. O que passa em seus corações? Quantos gritos de alerta terão dado? O que lhes tapava o sol e a esperança?

Há várias formas de se deixar morrer sem apelar para as mais dramáticas e urgentes. Não se cuidar é uma delas. Se expor sem necessidade outra.

Quantas vezes nos deixamos morrer nos afastando da vida? É um assunto complicado e difícil de ser abordado. Para quem está mais que triste, os exemplos tão alardeados de força de vontade e auto ajuda, as vezes mais pioram a auto estima que ajudam.
Quem se sente vazio, perdeu a esperança. Precisa mais que conselhos. Precisa de amor e compreensão.
Se conhece alguém com esses sintomas, se você sente isso, se alguém falar em morrer, não desconsidere. Se não souber como ajudar, indique o CVV - Centro de Valorização da Vida. Não desconsidere qualquer sinal. As vezes pode ser tarde.


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