quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Mão que guia - pai e filha

Esposa barriguda. De repente no mundo aquela miniatura de mulher te olhando com curiosidade. E tu a ela. Uma filha!

Não importa quantas tenham antes dela. Ou que seja a primeira. A relação pai e filha é algo tão marcante na vida de uma mulher que talvez poucos homens se apercebam de como são importantes.

Talvez tu não saibas direito, mas o teu carinho, a tua atenção, a tua presença nos enche de uma fortaleza interna. É o olhar do diferente sobre nós. É nossa primeira conquista. 

A mãe nos guia, nos ensina, nos dá exemplos. Com ela aprendemos muito do amor próprio. Mas é contigo, nosso pai, que aprendemos o amor com o outro.

Aquela mão firme que segura a nossa, tão pequena, e leva para descobertas. Sempre atento, sempre guiando. Mas levando para o mundo. Mostrando novos horizontes. Apontando novos olhares.

Ciúmes da mamãe? Nunca! Ao contrário, nossa admiração por ela cresce já que percebemos que tu a escolheste para companheira de uma vida. E para ser nossa mãe. Coisa que sempre relembras com um enorme sorriso ao dizer: olha que mãe espetacular eu arrumei para ti.

Tu te faz sol! Mas sol que ilumina. Sol que faz todos se iluminarem. Tu ensina a troca. A responsabilidade da escolha. A beleza de ser livre por dentro e de entender onde começa a liberdade do outro. 

Tu sempre pronto para ajudar. E sempre com um "por obséquio" e muito obrigado. 

Tu sempre com um livro nas mãos. Não precisava de google na infância. Tu me respondias. E o melhor de tudo, me ensinava como buscar as respostas.

Tu me ensinava. Sempre. Da melhor forma que um pai ensina uma filha. Com exemplos. E com amor. Até nas coisas que não gostavas que eu fizesse, se elas fossem me dar prazer e conhecimento, tu me dava força.

Tu que chorava que nem eu. E que me ensinou que se limpa as lágrimas e se age. 

Tu que sempre amou com devoção uma mulher e me ensinou o quanto um homem pode ser apaixonado sem ser piegas. 

Tu que faz falta na minha vida. Tu que vai estar sempre dentro de mim.    

-Dedicado a todos os pais de filhas. Especialmente ao meu.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

20 coisas interessantes que já experimentei na vida

Lembranças. Quem não as tem? A medida que os anos vão rolando na estrada de nossa vida, nossa memória vai embolando a ordem de quando e como as coisas aconteceram. Já se disse (quem mesmo?) que o que fica é mais a versão que a experiência real.

Primeiro conceito: o que é interessante? O que é para mim, pessoa física, pode não ser para você, que me lê agora. Aliás o meu conceito de interessante é muito amplo. Vai desde um arrepio de descoberta até um sentimento que descubro em mim ou no outro. Dito isso, não espere aqui nada sobre esportes radicais. Meus prazeres não passam por esse tipo de adrenalina. 

Monica Crema

Mas por onde será que passam mesmo???? Vou tentar separar por décadas para tornar mais fácil e mais real o panorama de auto lembrança.  

Fonte
  1. Descer a serra comendo bergamota com o vidro do carro aberto. Era super raro acontecer porque minha irmã usava penteados elaborados e cheios de laquê (anos 60) e proibia que o vidro ficasse aberto. A sensação de liberdade era algo indescritível.
  2. O doce de ovos que a Vó Lalica (mãe de meu padrinho) nos dava quando a visitávamos. Em cálices muito pequenos e lindos, o doce vinha me porções liliputianas. E foi meu primeiro aprendizado de paciência e comedimento. O sabor era inesquecível exatamente porque era muito pouco de cada vez.
  3. Passar uma viagem de carro comendo na beira da estrada, tipo piquenique, por medo de um surto de meningite em SP.
  4. Assistir a uma corrida de Fórmula 1 na inauguração do autódromo de Brasília na década de 70.
  5. Conhecer a praia onde os presidentes veraneiam na base naval em Salvador em um Projeto Mauá.
  6. Desfilar na rua em um bloco de carnaval em uma cidade do interior gaúcho.
  7. Viajar de trem, cruzando o interior do RS para ir a uma festival de música nativista. E tendo direito a show gratuito de uma turma de jovens cantores que iriam se tornar muito famosos uns anos depois.
  8. Ter como professor de física um futuro lama budista. Aulas inesquecíveis.
  9. Visitar um cemitério a noite em uma pequena cidade paraguaia.
  10. Estar no meio e ser meio pivô de uma briga em um baile de carnaval. E terminar a noite vendo o nascer do sol mais lindo do mundo no mar, acompanhada e em completo silêncio.
  11. Tirar o terceiro lugar em um concurso das pernas mais bonitas em uma festa a fantasia.   
  12. Participar de vários comícios, carreatas e outros momentos determinantes na vida política do país.
  13. Subir a serra na garupa da moto de um namorado de então. Era verão e o vento arrepiando os pelos da pele me fizeram sentir muito viva e livre.
  14. Europa. Uma gare. Dólares no bolso e um euro pass na mão. Podia escolher entre Paris e Viena. Uma das vezes em que me senti mais livre na vida.
  15. Conhecer o templo de Delfos na Grécia e ter a nítida sensação de já ter vivido ali em outras vidas.
  16. Ter tirado o segundo lugar em um concurso público para arquitetos que só tinha UMA vaga....
  17. Ter enfrentado meu medo de dirigir. Comprar um carro e espanar a poeira de uma carteira de motorista inerte por dez anos não foi fácil. Mas perseverei e fui em frente em algo que sabia ser necessário.
  18. Ter feito um book fotográfico que fez com que eu me sentisse uma artista por uma tarde.
  19. Ter começado a escrever um blog sem muita pretensão, apenas para pesquisar e que acabou se tornando super importante nos momentos em que tive que reunir forças para não desabar. E que me proporcionou conhecer algumas das pessoas mais incríveis que já conheci. 
  20. Ter sobrevivido e contar comigo. Velho chavão da música que sempre me acompanhou e que é meio samba enredo de minha vida: Começar de novo.



Projeto 52 perguntas em 52 semanas

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

É possível ser elegante com pouca grana?

A gente acorda de manhã e faz o que? Liga seja lá o que for que nos conecte com o mundo e começa a ver gente bonita, feliz, elegante e ....rica! Mas AI!!!! nossa conta bancária não é lá essas coisas e pior, já está 99% comprometida com outros gastos. 

COMO FAZ?????

Ser elegante vestindo roupas caras e boas não é lá tão difícil. Mas é preciso também ter bom senso nas escolhas. Então primeiro item básico: BOM SENSO.

Isso quer dizer que vou ter que vestir preto e roupas mais sóbrias. Obvio que não! 

BOM SENSO: Uma das definições diz que é a "capacidade média que uma pessoa tem de se adequar a regras e costumes em determinados momentos, para poder fazer bons julgamentos e escolhas."

Percebeu a palavra chave? ESCOLHA. Esqueça o resto de capacidade média,etc e se detenha na capacidade de escolha. SUA escolha.

Então primeira coisa super importante: tenha bom senso de se conhecer. Nada mais deselegante que alguém vestindo uma fantasia que não lhe represente. E nada mais elegante que alguém que expressa a sua personalidade.  

Isso significa que se você estiver bem consigo mesma, mesmo uma roupa simples vai valorizar a sua personalidade.

Ótimo! Me amo, me adoro, mas tenho que trabalhar, sair, passear e preciso estar bem vestida. Como faço?

Veja em seu guarda roupa as peças que mais lhe agradam. Eu, por exemplo, não vivo em um jeans. E não é caro não. O principal é cair bem no corpo (tenho um que me deixa bem torneada e custou R$ 60,00 em uma liquidação anos atrás). 

Um jeans, que é uma PEÇA CLÁSSICA, pode ser combinado com camiseta, tênis ou rasteirinha e um acessório. E estou ótima para um compromisso mais casual. Ou, se combinado com um sapato mais social, uma blusa preta e um colar mais estiloso, já estou mais refinada. E sim, blusas pretas podem ser compradas em liquidação e colares idem.

LIQUIDAÇÃO: Podem ser excelentes locais de garimpo, com alguns cuidados. Eu sempre fujo das estampas e compro peças mais neutras. Com isso posso me arriscar até em lojas mais caras, aquelas que normalmente não compraria em dias normais. E uma dica: barato não é o que custa menos, mas o que tem qualidade e o que fica melhor na gente. Mais vale investir um um bom e confortável sapato que ter vários mais baratos que machucam os pés.

Um armário recheado de roupas que combinam entre si, uma boa bolsa (vale a mesma dica do sapato) e muitos lenços e acessórios faz toda a diferença.

Tudo bem, mas e nas festas?????

Pode parecer clichê mas um bom vestido preto ainda quebra muito galho. Não que eu não ame estampas, mas elas marcam. Não se pode repetir o mesmo vestido estampado por festas e baladas a fio. Vai ficar parecendo uniforme. Mas um neutro pode ser combinado com vários tipos de acessórios e vai parecer ser diferente.


CABELO: Um bom corte ajuda muito. Mas mesmo que não se possa cortar naquele cabeleireiro que faz milagres (e um rombo no orçamento), existe algo que podemos fazer em casa: uma boa lavada. Boa é boa mesmo. Massagear o couro cabeludo com a ponta dos dedos (não com as unhas). Usar o shampoo duas vezes, usar creme. E não precisam ser caros, não. Limpeza é fundamental e garante um cabelo bem mais bonito. E o corte segue a mesma regra do bom senso e dos sapatos: melhor o que lhe agrada mais, aquele que vai lhe fazer sentir bem, não importa se esteja ou não na moda. 

PELE: Aqui entra muito a genética. Mas alguns cuidados são válidos. Não adianta comprar cremes super caros se a gente não cuida da pele. Alimentação saudável, uma boa hidratação, horas de sono e pouco sol direto na face fazem muita diferença. Um creminho básico com fator de proteção solar adequado para proteger. E não esqueça de usá-lo. (essa dica é para mim mesma que me esqueço...). E AH! Lave a pele antes de dormir. Tire a maquiagem. Faça disso um hábito como o escovar os dentes.

EXCESSOS: A não ser que você tenha muita personalidade para ousadias, o conceito de elegância quase sempre passa por menos do que mais. Pessoas elegantes marcam pela sua presença mais que pelas roupas. Maquiagem em excesso, perfume em excesso, misturas em excesso acabam por marcar também, mas não exatamente pela elegância.

RECEITA DE BOLO: É como na cozinha. Você pega uma receita, um look que gostou, experimenta reproduzir em você, mas sempre dá um jeito de colocar um tempero seu. Não seguir nada ao pé da letra talvez seja uma dica.        


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Descoberta

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Olhando pela janela

Quando a vida passa pela gente parece tão de repente. Ontem era criança, sem responsabilidade. Faz pouco era menina, aprendendo a ser mulher. Há instantes era uma jovem apaixonada de olhos brilhantes e coração aos saltos.

Faz tão pouco tempo e hoje tento me entender como outros olhos me veem. Quase idosa. Jeitosinha ainda, mas com marcas de uma trajetória que nem parece assim tão longa.

Desses dias que já vivi, quantos realmente me tiraram o fôlego? Quantos não deixei passar, como se fossem objetivas de uma lente que registra para postar em alguma rede social? Porque na minha vida, não sei na de vocês, o que realmente me fascina, me deixa de quatro, me esqueço de registrar. 

Da vida que vivi e vivi ainda o que posso dizer. Nem tanto o que sonhei, nem menos do que mereço. Quase 60 anos que se revelam em mim. Embora nem tão madura como seria de se esperar.

Já pensei sobre isso. Talvez o fato de não ter procriado e não ter passado pela experiência da maternidade tenham feito diferença. Sem responsabilidades da prole, a gente acaba ficando meio criançona em muitas coisas. 

Acho tão estranho olhar amigas que cresceram comigo e hoje são avós. Mas são jovens! Não importa que nos chamem de senhoras, que nos deixem usar filas prioritárias ou que nos empurrem cremes de melhor idade. Continuamos as mesmas de quando éramos adolescentes. Acho. Espero. Creio.

E a vida? Ela continua passando. Na nossa janela ela continua correndo. Com velocidade sendo dobrada a cada ano. À chegada ? Nos espera cabelos mais brancos, corpo mais frágil, exames mais cheios de cuidados. Nosso foco vai se afinando. Ao mesmo tempo que nos tornamos mais exigentes, também nos tornamos mais condescendentes conosco. Menos rígidos, mais humanos.

De nossa janela vemos a vida passar. Expectadores. Atores. Diretores. Cada um em seu papel. Cada um com o roteiro que traça e com o filme que dirige.