sábado, 9 de janeiro de 2016

A história me ensina. E muito


Passado.

Sempre me fascina. Sempre me fascinou.

Pequena ainda ainda adorava ler livros que falassem de história. Dois me marcaram profundamente: E a Bíblia tinha Razão e O Minotauro de Monteiro Lobato. 

O primeiro fazia um apanhado de passagens bíblicas e confrontava com achados arqueológicos da época para testar a veracidade histórica da Bíblia. Um parenteses: meus pais acreditavam em um Deus muito bacana, muito feito à nossa imagem e semelhança, muito gente fina. Mas embora católicos, não eram praticantes por várias razões que me falaram durante a vida. E lhes dei razão. Mas separavam a fé da instituição. E amavam ler. Este livro mostrava fatos históricos, me fazia ver além das parábolas e versões religiosas. E me fez gostar de ler a Bíblia em pequena. E é um livro fascinante. Ele tem histórias de arrepiar, de emocionar, de fazer pensar.

O Minotauro me levou, junto com os personagens do sítio do Pica-pau Amarelo, para uma Grécia heroica. Me fez viajar e passear por aquela Atenas que eu viria a conhecer muitos anos depois e que reconheci como casa, embora todos falassem grego e eu não.

Plantada a semente, a história foi entrando em mim como posseira. Não podia ver uma série, filme, história sem que saísse a cata do que era real. Muito do que sei do passado vem daí. Em uma época em que não havia internet, tinha a sorte e o privilégio de ter pais leitores e uma excelente biblioteca em casa. Sempre tínhamos um livro, uma enciclopédia que respondesse aos meus anseios, às minhas perguntas. Se não achava em casa, ia para bibliotecas e pesquisava. Muito. Confrontava versões. 

Aprendi na prática que a história tem vários pontos de vista. Dois fatos foram fundamentais. Morar em Brasília e saber algum fato que acontecia na época da ditadura e ver o que saía nos jornais. Aliás viver em Brasília me deu muita consciência social. O contraste entre o desperdício de dinheiro que via e as habitações onde moravam 10 famílias em uma peça onde íamos pesquisar no começo da faculdade de Arquitetura. O outro foi ouvir que heróis da Pátria podiam ser considerados quase bandidos em outro país. Visões de vencedores e perdedores. Quem tem a razão? Existe a verdade pura?

Essas  dúvidas fizeram parte de mim desde então. Embora com a minha visão do mundo, sempre procurei deixar os vieses e escutar um outro lado. Mas escutar de forma verdadeira para que pudesse realmente entender. Nem sempre aceitar.

Não. Nem sempre consegui fazer isso. Não é fácil não. Muito mais se deixar impregnar por uma versão e seguir com ela. Ou partir para outra da mesma forma autoritária. As ideias são boas, na sua maioria. A maneira como as defendemos intransigentemente, de forma única e sem diálogo, as tornam menos boas na prática.  

E o passado? Para que serve?

Para que a gente entenda que mesmo que a tecnologia mude muito, as pessoas continuam muito iguais desde o começo dos tempos. Suas paixões, grandezas e mesquinharias são muito semelhantes às de quem veio antes de nós. Por isso a leitura da História se torna fascinante. Não são as datas que importam. São entender os mecanismos que levam à isso ou aquilo. 

O intuito? Talvez não repetir tanto os mesmo erros. E quem lê história com profundidade sabe que os fazemos. E como!
 

sábado, 2 de janeiro de 2016

Virando a página e projeto 2016

Ufa!

Chegar aos finais sempre traz um misto de alivio e angústia. Alivio por ter chegado ao término de algo. Angústia pelo novo.

Em 2015 não consegui neurônios para escrever tanto como gostaria. Os cuidados com minha mãe me tomaram muito tempo. Não é fácil preencher o vazio deixado por meu pai. Ele era aquele cara apaixonado, que fazia poemas, a esperava com um sorriso e um elogio. E todos os dias se declarava para ela. Até o final da vida.

Mas vamos levando a vida como dá. 

E já vamos começando um novo projeto 2016. Uma foto por dia como um registro de momentos. Pode ser selfie, pode ser outra coisa. Mas vai ser sempre muita verdadeira e ter tudo a ver comigo.

Para que seja sempre super espontânea, escolhi usar o snapchat como base. As fotos serão postadas por lá e depois replicadas em alguma rede social. Preferencialmente na fanpage do Elenara Elegante. Talvez rendam postagens no blog, talvez não. 

Um projeto narcisista? Não. Até porque narciso passou longe de mim. Sou absolutamente basica. Por vezes até demais.

Vou mostrar como vive uma quase sessentona, de vida normal, sem muitas frescuras. Sem marido e sem filhos, muito menos netos. Uma arquiteta blogueira que tenta apenas ser feliz. Do jeito que der. 

Adorarei se me acompanharem. Entenderei se não.     

 Se quiserem seguir no snap : arqsteinleitao

Bora fazer 2016 então!