domingo, 4 de outubro de 2015

Até porque SOMOS fodas


Mulheres cansadas
Fodonas! Já disse que não sou. Pelo contrário. Sou até bem bobona. E essa coisa do ONA vem como rótulo quando a gente passa de certa idade. A não ser que sejamos uma Cláudia Raia da vida que passava dos 1,80 com tenra idade. 

No começo somos inha. Bonitinha, gostosinha, queridinha. Depois passamos aos adjetivos simples: bonita, gostosa, querida. É quando a gente vira ONA que a coisa começa a pegar. Igual quando nos chamam de tia pela primeira vez na rua. Tia, me dá um troco? Como assim moleque, e eu lá sou tua parenta? ( e eu já usava parenta antes da presidenta, então nem vem com piadinha infame, ok).

E o ONA....a gente posta uma foto nas redes sociais. E lá vem os cumprimentos de praxe: Tá bonitONA, ein? Pronto! De duas uma, ou estamos além dos quarenta ou estamos quilos acima dos modelos das semanas de moda. Ou o pior: os dois juntos!!!!!

Lá vamos para o espelho olhar se as rugas estão aparecendo demais, se os pneus e culotes estão tão visíveis, se os terríveis cabelos brancos teimam em aparecer altaneiros e espevitados. (sim, cabelo não basta ser branco, tem que se postar ereto como se 40 séculos de história estivessem ali para contemplá-lo).

Ideia imediata: regime de fome e academia. 

Mas ai!!!! Já se passou da idade de fazer sacrifícios para emagrecer. Já se está na idade em que comer se torna um dos maiores prazeres. Algumas vezes o único. Tá, não serei tão dramática. Talvez o apelo mais forte seja o bolso. Mais barato emagrecer que comprar todo um guarda roupa novo...

Academia? Circuitos, beber Whey ou seja lá como se chame. Tudo parece um código que não se domina. Ainda mais quando se detesta repetições, se tem ojeriza de esteiras e pensar em correr já dá calafrios. Melhor esquecer o elevador e subir escadas. Mesmo que se more no nono andar!

Não, opa. Não é bem assim. O tempo, o costume, sabe como é. O dedo vai no automático e a botoeira está ali mesmo. E como tirar a selfie do elevador se não anda nele? Melhor mesmo deixar o carro em casa e andar. Por sorte sempre tem algo que a gente gosta de fazer. Santo Pilates!   

E aí a gente já começa a achar o ONA mais simpático. Bonitona, gostona, queridona. Soa como um elogio com consistência. Melhor que o inha. Inha era do tempo em que a gente não se conhecia tanto. Não tinha domínio de nossas fraquezas. Domínio da força e das qualidades é fácil, baby. Vencer com o corpicho duro, seios eretos e com o talento natural é moleza. Quero ver levar adiante com o colágeno em queda, administrando as fraquezas (a gente não as vence, na maioria dos casos, a gente aprende a fazer delas aliadas). A gente aprende a se conhecer, a lidar com os nãos, com as perdas, com a proximidade do fim. E essa corrida ninguém vence. E aí a gente sabe que não importa a chegada, importa é ter fôlego para levar o circuito com um sorriso nos lábios e com prazer. Seja de tênis, rasteirinha ou salto alto.

E aí sim, chegamos a conclusão que sim, SOMOS todas fodas, como bem disse a amiga e inspiradora do nome do blog, a  Claudia Giane. 

E somos fodas porque sempre podemos mais.
Mulheres emponderadas Monica Crema
Monica Crema

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