quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Pitacos de elegância

Cada vez mais me convenço que elegância tem a ver com atitude, personalidade e simplicidade.

Tudo o que vemos na mocinha acima. Aliás considerada um dos símbolos da elegância no século XX em nossa cultura ocidental. Audrey era elegante de Givenchy ou Dior. E também era elegante de sapatilhas e roupa preta. Ela era.

Pessoas que são. Gosto. 

Mas como assim? Tem gente over. São elegantes? Para mim são. E aí cabe uma ressalva: o que em mim pode ser elegante, em outra pessoa não. E vice versa. E demais a mais, roupa é acessório. A elegância mora dentro de nós.

A minha, por exemplo. Não passa por muitas compras. De roupas jamais. Mas quando compro gosto de coisas boas. E clássicas. Duas razões: coisas com qualidade são em geral mais duráveis. E as clássicas também. 

As estampas cansam. Acho lindas, mas não dá para repetir toda hora. Senão pelos outros, por mim que detesto muita repetição. Mas uma calça de alfaiataria ou um jeans e uma blusa lisa podem ser repetidos e repetidos, com a inclusão de acessórios diferentes. Resultado: parece que a gente tem muita roupa e sempre está bem vestido. Para mim, melhor o menos. Sempre.

Um cabelo bem cortado e um bom sapato levantam qualquer pretinho básico. Mas não há nada que ilumine mais o rosto de uma mulher que um belo sorriso. Se for seguido de simpatia, gentileza e educação então, a tornam estonteante. Homens também.

Listras e floreados. Dá para misturar? Dá sim. Com bom senso. Apesar da Adriana detestar o bom senso, ele ajuda bastante na vida. Até ela anda com um look mais comportado nos últimos tempos. Bom senso?  

Outra coisa que ajuda muito é estar em harmonia consigo. Pessoas harmônicas se cuidam. Não comem por compulsão. Não descuidam do corpo/mente. Pessoas harmônicas se amam. E pessoas que se amam são generosas consigo e com o mundo.

Generosidade é o supra sumo da elegância. Saber ouvir com atenção. Reter a tentação de dar pitacos a torto e a direito sobre o problema dos outros. Ensinar, abrir espaço, compartilhar. Compreender que ter personalidade NÃO é sinônimo de grossura ou egoísmo. 

Gente elegante chora. Sorri. Se doa. E até puteia. Tudo com verdade e na hora certa. Para a pessoa certa. Não fica ruminando pelas costas. Não trama mesquinharias. 

Nada mais deselegante que gente mesquinha.

Burrice também não rima com elegância. Burro não é quem desconhece algo. Burro é quem não busca conhecer. Quem se aferra às suas verdades como dogmas absolutos. 

Elegante é reconhecer quando se está errado. Elegante é ter bom humor e saber rir de si mesmo. Elegante é saber manter o brilho no olhar. É saber ser responsável pelo que escolhe. E pelo que vive.

Tem receita essa tal de elegância? Não creio. Ou por outra, ela talvez se encontre dentro de cada um de nós. Pronta para ser descoberta.


    

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