sábado, 19 de setembro de 2015

O que a maturidade me ensinou

maturidade
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Maturidade. Aquela palavra que define quando chegamos a um equilíbrio entre coração e razão. 

O coração é o pé no chão, é o que brota de dentro quando marcamos território. É meu e foda-se o resto.

Quanto começamos a mensurar o sentido do foda-se e principalmente se estamos preparados para pagar o preço e a partir daí definimos nossas escolhas, conscientes e com responsabilidade, podemos dizer que estamos começando a ficar maduros.  

Mas então cara pálida (e sim, estou branca pra caramba, falta de sol, etc, etc) essa tal da maturidade é um pé no saco. Não. Absolutamente. Apenas te faz uma pessoa e não uma criança birrenta.

Um exemplo pessoal que lembro até hoje. Sou solteira até hoje por ene razões. Agora já desencanaram de me cobrar. Menos minha mãe. Mas enfim, houve épocas piores. Pelos meus vinte e poucos anos, uma senhora que gostava muito e que já se foi, me perguntou se não pensava em me casar. E eu, na arrogância natural da idade, disparei uma frase: "Enquanto não tiver condições financeiras de tirar um moço de família de casa e lhe dar boas condições de vida, não casarei". Ela ficou muda. E eu orgulhosa da minha pretensa esperteza. 

Hoje, olhando e repensando o passado, vejo que fui apenas grossa. Se a resposta fosse para uma jovem como eu, talvez até coubesse. Mas ela não me queria mal. Apenas replicava seu modo de pensar. Hoje responderia diferente. Mais madura creio. 
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Mas isso não tem a ver só com idade. Conheço gente madura aos vinte. E imatura aos quarenta. Admiro os equilibrados. Os que conseguem equilibrar as loucuras que o coração pede com as ponderações de como lidar com elas.

Sim, há loucuras que a gente só faz com maturidade. E se tem uma coisa que aprendi é que quanto mais o tempo passa, mais as pessoas se aproximam do essencial para elas. Pessoas de mais idade que mandam às favas as convenções e só convidam quem querem para suas festas. Mesmo que signifique não chamar irmãos, vizinhos ou chefes. Acho isso uma conquista de vida. 

Compreender as suas necessidades. Se gosta de festa, se gosta de ficar na sua. Enfim, maturidade tem a ver com aceitação de si. E a sutil compreensão que essa aceitação não precisa ser imposta aos outros por atitudes e/ou palavras.

Basta ser. E estar em paz consigo.
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2 comentários:

  1. Elenara! Sou suspeita para comentar sobre você, pois sou sua fã e faz tempo... Admiro seu trabalho e a sua preocupação em criar com bom senso de economizar, e fazer projetos com estilo. Impressionante a versatilidade dessa profissional... Desejo que Deus abençoe você ter sempre criatividade para brilhar profissionalmente... E resplandecer com seu brilho interior para o exterior e aos que está o seu redor. Sucesso, querida. Boa Sorte!

    Bjkas no Coração!

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    1. Obrigada pelo carinho! Me faz super bem ler isso e espero poder sempre contar com a tua presença e carinho. Abraços

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