sexta-feira, 3 de julho de 2015

O silêncio que mora em mim


Há uma rua que me inspira. As vezes me bate um branco, desses que embotam alma e mente. Mas basta caminhar por essa rua que as palavras vem à mente. E tão facilmente que parece magia. 

Sim, há uma rua que me inspira. Nela eu me sinto não diferente, não especial, apenas nela eu sinto.

Já escrevi postagens inteiras. Já concebi poemas. Todos geniais. Palavras que rimam, ideias que saem redondas. Todas na minha cabeça. 

Delas poucas vezes consegui transferir para a realidade. Nunca me lembro de levar um gravador, de usár o do celular, de escrever as ideias brilhantes que saem aos borbotões. A rua que me inspira passa a ser cúmplice de momentos de entrega. 

E a inspiração que mora em mim? Ela mora no silêncio e na bruma de meus sonhos, nas coisas que vejo, as que ouço. Nas elaborações que traço. Talvez se revele apenas nos momentos em que não penso, naqueles em que apenas passe solitária pela rua que me inspira. 
 
Entender como? E precisa? O que tem que sair sairá quando for a hora. Até lá, escutar a voz que mora em meu silêncio. E imaginar que cada pessoa que passa ao meu lado deve também imaginar universos. Talvez sejam ilhas no meio de um oceano à espera de navios ou nuvens que as unam ao impensado. Talvez apenas sejam confusão. Talvez juntas formem coesão. Talvez. A vida é um eterno talvez. 

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