quinta-feira, 5 de março de 2015

Existe vida na inquietação?

Catatônica (afinal, Existe vida na inquietação? )

Abrir-me ao mundo
Querer-me inteira
Saber-me perdida
Achar-me cabeça
Perder-me na lama
Sumir, sumir, sumir

Quem sabe sôfrega
Descobrir que nada importa
Que a vida é niilista
Que a saudade é letra morta
Que tanto faz
Como tanto fez

O sol vai continuar no céu
Que a morte vai vencer
Que os quês predominam
Não importam as certezas
O po será o destino final

Que termine então
Em um grande barato 
Entupir-me de magias
Encharcar-me de ousadias
Enxergar-me nua
Entregar-me tua

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