domingo, 29 de março de 2015

Anoiteço / amanheço

sexta-feira, 20 de março de 2015

Não sou intelectual

Não. Não sou intelectual.
Gosto de ler. O que é diferente.
Se deixar, leio até jornalzinho de bairro. 
Só não consegui ler Paulo Coelho inteiro. 
Mas em muito Saramago que também não.
Não me peçam para citar A ou B. Ou repetir mantras escritos há dezenas de anos ou milhares como se fossem verdades insofismáveis. 
Não acredito nelas. 
Não me apego à seitas. Nem a roteiros. Nem às palavras de ordem.
Admiro a coerência. De atos. 
Tem muito beato que não é solidário.
Tem muito marxista que não é generoso.
Tem muito liberal que adora uma proteção do governo.
Somos assim. Contraditórios. 
Quase todos. 
Talvez não os santos. Ou os cretinos.
Minhas escolhas partem das minhas intuições, das minhas experiências. 
Me dou ao direito de questionar uma e outra.
Me dou ao direito de compreender quem pensa diferente e discordar de quem pensa parecido.
Parecido não é igual, embora seja quase isso.
Meus heróis não morreram de over dose.
Alguns foram mortos. Outros lutaram cantando. Ou escrevendo.
Ou estão nos cartoons. 
Minha vida não é uma linha reta.
E não pretendo ter as respostas para tudo. Nem para as minhas inquietações.
Admiro quem as tem. 
Eu sou mais uma alma nômade. 
E observadora. 

quarta-feira, 18 de março de 2015

Elegância é atitude

quinta-feira, 5 de março de 2015

Existe vida na inquietação?

Catatônica (afinal, Existe vida na inquietação? )

Abrir-me ao mundo
Querer-me inteira
Saber-me perdida
Achar-me cabeça
Perder-me na lama
Sumir, sumir, sumir

Quem sabe sôfrega
Descobrir que nada importa
Que a vida é niilista
Que a saudade é letra morta
Que tanto faz
Como tanto fez

O sol vai continuar no céu
Que a morte vai vencer
Que os quês predominam
Não importam as certezas
O po será o destino final

Que termine então
Em um grande barato 
Entupir-me de magias
Encharcar-me de ousadias
Enxergar-me nua
Entregar-me tua

domingo, 1 de março de 2015

Sou Poliana, sim


Várias histórias me acompanharam desde menina. A Rainha da Neve ( antepassada do Fronzen), a princesa do grão de ervilha. E Poliana. 

Eu gostava da história da menina que encontrava um lado bom em tudo o que lhe acontecia. Sempre achei isso um sinal de inteligência. E por isso mesmo sempre assumi que tenho sim um lado Poliana. E ele é reforçado pela herança genética dos Leitao. 

Para quem não conhece os Leitao e essa característica, defino como um pragmatismo de viés otimista. O saber que o arco íris pode vir depois da tempestade. Que além das nuvens existe o sol e luz. O foco naquilo que podemos aprender de positivo. Isso sempre foi muito bom na vida de meu pai e na minha.

Assim, quando vejo tantos criticando as Polianas por serem alienadas, vejo que não tiveram sobre o livro a mesma visão que a minha. Aquela história de que cada um tem a sua versão e que ela orienta atitudes e ações na vida.

Meu lado Poliana vê erros sim, mas ao invés de ficar choramingando, vê o que posso mudar em mim primeiro. Meu foco sempre será no positivo, nas qualidades, no lado bom das pessoas e situações. Meu lado Poliana me faz levantar depois de chorar. Me faz respirar fundo e seguir adiante. Me faz acreditar. Digo mais, meu lado Poliana me faz levar a vida - e os trancos e barrancos que ela me traz - sem tomar tarjas pretas. Sim, eu vou em frente apesar de. Sim, eu sofro. Sim, eu erro. Sim, eu sinto mágoas. Sim, eu tenho defeitos. E não, eu não os adubo. 

Adubo as sementes que poderão vingar. Adubo as plantas prevendo os frutos e flores. E sim, olho para o alto. E sim, me acho bem Poliana com a vida.