sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Pílulas de beleza - dica para unhas quebradiças

Não sei se todas as mulheres depois da menopausa passam por isso, mas as minhas unhas se tornaram muito quebradiças. E quando eu digo muito, é muito mesmo. Principalmente  as dos dedos anulares. Elas quebravam muito em cima, chegava a ficar com feridas.

Passei mil produtos, mas nada. Até que minha irmã (classuda, bonitona e hiper elegante) me ensinou uma dica que aprendeu com uma manicure. Deixar as unhas sem esmalte e passar hipoglós, massageando suavemente.


Já aviso que se era um caso desesperador como o meu é preciso persistência e foco. Ela me disse que o tratamento seria de uma a duas semanas. O meu levou uns três meses. E não, não pintei as unhas nesse tempo. 

Mas valeu a pena. Elas ficaram super fortes. E hoje estão ótimas, não quebram mais e crescem super rápido. O ideal seria repetir esse processo cada semana. Tipo assim, tira o esmalte a noite, passa o hipoglós (eu uso o com óleo de amêndoas que é mais fácil de passar e tem um cheirinho mais gostoso. Tem em qualquer farmácia). Massageia suavemente as unhas e ponta dos dedos enquanto ele penetra. No dia seguinte pinta as unhas novamente. 

Gostou da dica? Para mim funcionou. Tem alguma outra legal para repartir? Conta para a gente.

Elenara

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Trabalhando o erotismo em palavras

Às voltas com um ‪#‎desafio2015‬, uma oficina de versos em fogo, trabalhando o erotismo nas palavras e versos. Superar e ousar novos desafios faz parte da proposta de reiventar-me.

Sempre gostei de escrever, mas nunca segui uma lógica, nunca trabalhei as palavras. Elas saem de mim feito catarse. E na maioria das vezes as jogo ao vento sem revisar, sem aquele olhar que poda e transforma em algo mais lapidado. Acho que faço isso tanto na Arquitetura que quando escrevo é mais brincadeira, é mais como se colocasse uma música e saísse dançando sem me importar com coreografia. Aliás detesto coreografia. Prefiro que a música e a inspiração me levem.

Então, seguir algumas técnicas de criação são um primeiro desafio. Outro e talvez o mais desafiante de todos seja o passar pelo crivo de um grupo. Já escrevi poemas - alguns mais sensuais - quando apaixonada (quem nunca?). Mostrei para a pessoa inspiradora. Algumas vezes. Na maioria acho que escrevi para mim mesma. Sem me importar se era bom, se era ruim.

"Pouco importa a razão.
Pouco importa a solidão.
Pouco importa os motivos da separação.
A energia se impõe.
Emerge soberana e gaiata.
Exige satisfação.
Imediata.
Não quer saber de educação.
Não se importa com senões.
Não está nem aí para associações.
A energia quer ebulições.
Quer se transformar em vulcões,
Em muitas erupções.
Simultâneas. Enormes.
Majestosas.
A energia quer a gargalhada mais pura.
A mais obscena e sagra.
Aquela que se gera em dois corações
Duas concepções
Duas imensas atrações.
A energia quer fusões.
E que se fodam as limitações." (Elenara - anos 90)
 Mas agora, quando passei por momentos tão estressantes que me perdi de mim mesma, senti a necessidade de voltar a brincar. E nada mais brincante que o erotismo. Que enfrentar esse tabu de mostrar o desejo, seja meu, seja imaginado. 

Primeiro dia. Perfeito. Primeiro desafio saiu jorrando:

"Sou lua nua que arrebenta

instinto de mulher

que geme

Transpira.

Água que inunda

A represa que se rompe

Pernas, cheiros, gemidos

São estopins da revolução

que se insinua" (Elenara - 2015)
Gente, escrever um poema - ou uma proposta de poema, em meio à conversas e rodeada de pessoas até então desconhecidas, com tempo marcado, foi interessante. Mas como o processo seguiu o meu interno, foi como caminhar em trilhas conhecidas. Saiu fácil e inteiro. Não mexi, não podei. Me lancei.

Mas....no segundo desafio baseado em uma imagem, no lançamento de palavras e no uso dessas para escrever....brochei. Total e irrestritamente. Travei. E como toda boa brochura isso mexeu comigo. Me deu uma sensação de não vou conseguir, não é para mim, todos são melhores, embotei. Sensações também velhas conhecidas sempre que me sinto falhar em um projeto, em um ato. Me puno. Me fecho. Me julgo antes. Sou juíza, advogada de acusação e carcereira. 

Mas como toda boa análise pessoal, ela só funciona se é estopim da "revolução que se insinua". Se errar (ou achar que) me causa tanto mal interno, resta-me trabalhar com isso. E tentar de novo. E de novo.

E lá me vejo eu, olhando e percebendo imagens como fontes de inspiração. Escrevi um poeminha para Gengis Khan no almoço de ontem, escrevi outro para testes do Facebook. Respirei e me soltei. Resolvi brincar e me inundar de verdadeiro erotismo que é tátil, que é visual, que é absolutamente sensorial. 

Onde vai me levar não sei. Mas espero que seja absolutamente divertido.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O poder da vulnerabilidade - TED

Apenas queria compartilhar esse vídeo. Ele me impactou profundamente.

Se aceitar com as próprias vulnerabilidades pode ser uma força imensa em nossas vidas. E acreditar no próprio merecimento de ser feliz e amado.   

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Conheça seus pontos fortes




Estava lendo um artigo com 8 passos para ficar rica - título prá lá de sugestivo - e, entre eles, esse passo me chamou a atenção:

Conheça seus pontos fortes: descubra aquilo que você faz melhor do que ninguém.

Conhecer nossos pontos fortes é decisivo para qualquer arrancada na vida. Quando eu fiz o mestrado na Engenharia de Produção, estudei alguns tópicos de administração, entre eles as maneiras de competir. Uma delas era a competição por diferenciação, o que tenho e faço melhor que os meus competidores? E na vida, não sei se já te falaram, mas tudo é uma enorme competição. Seja na vida pessoal ou profissional. Quer um exemplo banal? Me lembro de uma leitura da vida de pós adolescente e entrante da idade adulta feminina. Isso se deu por volta dos 20 anos. No meu caso. Li uma frase que me marcou muito a respeito das competições femininas: 

"Se você é castanha, e o seu interesse romântico adora loiras, não pinte o cabelo. Se transforme na castanha mais estonteante que ele jamais conheceu".

Conselho machista? Rale-se. Me serviu para muitas situações de vida, não apenas as românticas. Tudo bem que nem sempre consegui seguir a risca esse conselho. O que significa que nem sempre eu me lembrei de conhecer e realçar os meus pontos fortes. E são eles que carregam nosso diferencial.

Esse blog surgiu de um diferencial. Se sou elegante ou não, se é piada ou galhofa das amigas, nem importa. Na verdade ouvi isso muitas vezes na minha vida, o que significa que sim, devo passar uma imagem de elegância que deve ser diferente e marque a minha pessoa. 

Na minha profissão de arquiteta também tenho meus diferenciais. O enfoque humano e descomplicado é um deles.

Assim, se fizer uma lista básica dos meus pontos fortes, priorizar os que possam significar um potencial diferencial competitivo posso me aproximar daquilo que sim, faço melhor que muitos.

Gol! O resto é suor, muito suor. Muita paciência e trabalho bem planejado. Boa meta para todos os dias do ano.

Então, embora ser a castanha mais espetacular do mundo! Ou arquiteta. Ou blogueira. Ou o que for de minha escolha após esse estudo de mim mesma.

E você? Qual os seus pontos fortes que estão adormecidos?

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Escrever sobre sexo com elegância


Desde o ano passado venho martelando essa vontade de me aprofundar na obra de Anais Nin. A origem desse desejo vem de um almoço cultural que fui no ano passado - Alcovas femininas - literatura erótica.

Sempre que saio de um experiência sensorial dessas tenho uma imensa vontade de me aprofundar no assunto. E no caso da Anais Nin, de ler toda a sua obra. Não tenho essa disciplina que muitos tem de começar pelo principio e devorar um autor até sabê-lo com mais profundidade.

Mas comecei a ler os escritos "pornográficos" de Anais, obra escrita sob encomenda e que devia retratar a visão do contratante. Homem e ávido de descrições cruas. Coisa que Anais, por mais que tentasse, não consegue. Não, com a limpeza que se conhece como a visão masculina do erotismo. E uma dúvida me surgiu na época -  "até que ponto a escrita libertária delas vem de seus anseios de mulher ou da "mania" feminina de agradar os desejos masculinos. Um tema a estudar. Depois de ler seus livros." 

Hoje, lendo uma postagem sobre comportamentos femininos e masculinos da psicologa Luciana Kotaka,  Não há flerte que resista a crua realidade do imediatismo mais essa reflexão sobre as visões divergentes sobre os relacionamentos entre fêmeas e machos me vem à mente com uma imensa interrogação. Serão divergentes? Já conversei sobre isso com amigos e namorados, e muitos relataram que sim, procuram envolvimento, procuram troca, procuram entrega. E não me parece que esse desencontro seja um reflexo dos dias atuais. Já via esses debates desde muito. Pode que os comportamentos tenham mudado, que as mulheres tenham assumido uma postura mais libertária, algumas até exercem seu poder de escolha. Outras apenas seguem tendências. Tenho para mim que sexo é uma linda e intensa brincadeira entre adultos. 

Brincadeira porque livre. Sem liberdade não há prazer. Sinto muito, mas se eu pensar em uma forma de sexo pornográfico diria que é o que é feito por obrigação. O que é burocrático, o que segue regrinhas ao pé da letra, o que se fantasia de sacro ou profano, mas não é natural. Sexo é química. Não se explica. Se vive quando e como é bom.

Brincadeira de adultos porque ser adulto significa ser responsável pelas suas escolhas. E toda escolha tem suas consequências. Aqui nada de fogo do inferno, ou pecado, ou quebrar regras vai dar castigo. Não. Apenas saber se proteger. Das consequências físicas e das que batem no coração.

Se você procura um carinho e um companheirismo mais intenso, se poupe de quem não vai lhe trazer isso. Se quer se divertir, não fique fazendo expectativas de que vai passar além disso. Não seja uma mocinha do 50 tons de cinza, aceitando uns tabefes (sejam sutis ou descarados) porque acha que o rapaz vai se apaixonar. Pode que se apaixone. Pode que não. Pode que você se apaixone. Pode que não. 

Dá para falar de sexo com elegância? Anais Nin me prova que sim. Seus livros vão além da crueza da descrição. É literatura. É bom de ler. Bons livros tem essa capacidade de nos fisgarem, qualquer que seja o assunto que abordem. Pessoas incríveis também. 

Não, não tenho a fórmula de como ser uma mulher tão fascinante que aquele bofe vai ficar encantado e ligar não apenas no dia seguinte, mas em muitos outros. Já fascinei alguns homens. Já decepcionei outros. Sabe aquela música - "com alguns homens fui feliz, com outros fui mulher....". E com um as duas coisas.

Mas não digo que esse assunto, falar dele, ainda não seja tabu para mim. Por isso vou me proporcionar um desafio. Vou fazer uma oficina chamada Versos em Fogo - para aprender a fazer versos eróticos. Talvez depois dela eu possa responder - a mim e a vocês - se eu sou capaz de escrever sobre sexo com elegância.