quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Cabelo faz diferença?


Nasci loira. Isso talvez explique muita coisa. Ou não. Nasci loira e séria. E detestando tirar fotografias. Não me pergunte porquê. Algum trauma talvez. Alguma rejeição a chamar a atenção. Devem ter algumas sombras dentro de mim que fariam a alegria de um psicanalista. Mas seja lá o que for, já foi. Também não fiquei adubando que o que a gente rega, floresce. Seja flor, seja espinho.

Nasci loira e preocupada com o cabelo. Era uma espécie de Sansão às avessas. Acho que os sabia bonitos, me davam segurança. Queria que estivessem sempre certinhos. E sérios. Como eu.

Mudei várias vezes. De criança eram enormes. Iam até a cintura! Na adolescência passei por diversos estilos. Cada seis meses ou menos, mudava radicalmente o visual. Mas nunca muito curtos. 

Uma vez apenas. 16 anos. Uma aposta de um cabeleireiro que passou feito furacão e me fez sentir moleca. Uma foto que se perdeu. Nunca dentro de mim. Guardo aquela imagem até hoje. Me achei.

Me perdi de novo, até me achar novamente. Até permanente fiz. Nunca recomendo, mudar o visual em época de depressão amorosa. Não passou o baixo astral e fiquei horrorosa. Resultado péssimo.

Um dia achei meu corte. Chanel. Independente de modas, com variadas versões me acompanhou desde sempre. Com alguns intervalos de ousadias de cortes radicais. Gostei de ousar. E nunca esqueci das palavras do autor da proeza: para novos resultados há que se entregar. Até para um novo corte de cabelos.

Quando uma mulher encontra seu estilo, ela se acha também. Cabelo faz diferença? Faz e muita. Um bom corte é uma terapia de várias sessões poupada. Um cabeleireiro que te entende é um terapeuta em potencial. O meu estilo é curto, é chanel, é clássico. Independente de moda. Minha cor foi do meu loiro cinza que não tinha igual ao castanho de farmácia que os anos me obrigaram a aceitar.

Mas sabem o que fez mesmo a diferença? Não teve nada a ver com o cabelo. O que realmente marcou foi quando aprendi a sorrir. Sério. Ou melhor séria. Desde pequena. 

Adolescente sem aparelho tinha vergonha do meu sorriso. Anos escondendo os dentes. Sabem quem me fez mudar nas fotos? Uma rival...

Olhando e comparando onde eu perdia. No sorriso. O dela era lindo. Iluminava as fotos. Devia iluminar o coração daquele que eu amava. Passei a sorrir nas fotos também. As vezes tímida, as vezes mais intensa. Agradeço a ela até hoje. Fez toda a diferença. Nas fotos e na minha vida.
 

Todo dia é dia de agradecer

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Vida verdadeira



terça-feira, 25 de novembro de 2014

Elegância na praia. É possível?

Quando eu era mais jovenzinha o máximo do luxo era o sonho de pegar um avião e ir almoçar em um local distante e voltar em seguida. Pura falta de ideia, imagina o gasto....mas é que naquele tempo, voar era muito glamouroso. Enfim, como todo bom sonho que se acalenta com constância e verdade, acabei realizando também esse várias vezes.

O que isso tem a ver com elegância? Bom, deixa eu confessar uma coisa para vocês. Eu não sei ser elegante em duas ocasiões: quando chove e na praia. Acreditam que aconteceu as duas coisas no Rio???? No domingo fez um tempo que não dava para passear e as roupinha linda (um vestido floreado- elegantérimo) que tinha trazido para a janta ficou mofando na sacola de viagem. Sim, eu não tenho (ainda) essas malinhas todas lindas, bem durinhas, que todos usam. Eu uso uma sacola. De propaganda... (bah!!!)

Vim na vibe (não sei usar direito essa palavra, não é coisa da minha geração) de me arrumar para a janta. Pode??? Quando uma amiga comentou que achou isso lindo, vi que devia ser costume gaúcho, ou meio jurássico, sei lá. Mas ainda acho muito lindo, tomar um banho, vestir uma roupa mais arrumadinha, me pintar e sair para jantar. Nem que seja em um boteco. Mas quebra o clima da tarde e prepara para outro ritual. Renova por dentro.

Mas eu estava falando mesmo era da elegância na praia. É que como fui uma adolescente gordinha, e bem mais gordinha dentro da minha cabeça e coração, que propriamente no corpo, me acostumei a associar praia a um certo sofrimento de exposição. Hoje, analisando aquela menina séria, metida em saídas de banho e morta de medo de correr pela praia, vejo o quanto de tempo que perdi. Ao mesmo tempo, praia significa energia. Sou movida a sol. E preciso da energia do mar para me reabastecer. E saibam que nem sei nadar, mas o pé descalço na areia e a água batendo no calcanhar me fazem revigorar!

Resumindo: praia é lugar de pé no chão, de pouca roupa, de roupa confortável e de havaiana para circular fora da areia. Acho muito engraçado quem se produz para ir para a praia. Já tentei, eu juro!!! Mas só quem não circulou por praias gaúchas pensa que se pode usar um chapelão daqueles de diva sem correr o risco de passar o tempo inteiro correndo atrás dele, tal o vento que existe por lá. Eu uso um chapéu desses que enterra na cabeça e não sai com qualquer ventinho de 30 ou 40 Km/h. Gosto de biquínis confortáveis para que eu possa caminhar sem ficar me puxando. Detesto barriga branca, o que me leva a um impasse atualmente, já que o maiô me leva mais elegantemente. Vou ter que conciliar isso em minha cabeça.     
Dadas as devidas explicações do look escolhido para o dia do evento que participei no Rio - bermuda jeans super confortável, regata azul e havaiana dourada de tira fina, lá me fui eu, carregando toda a minha cor branquinha vinda dos antepassados alemães. Para quem duvida já aviso de cara: nasci loira. Legítima. 
E no evento recebemos várias gentilezas, uma das formas mais lindas da elegância. Desde camiseta customizada com nosso nome, pulseira vip que é pen drive (amo esses mimos!). E duas massoterapeutas para relaxar as mãozinhas de blogueiros que ficam dedilhando tudo o que acontece a sua volta!
E no mais? Aproveitar. Olhar em volta. Sentir o cheiro do mar. Perceber cada momento. Imaginar os mundos que passam na cabeça de alguém que fica horas olhando o mar. Sábia pessoa. Tem coisa melhor que meditar ouvindo os barulhos das ondas? Invejei.
É possível ser elegante na praia? Sem dúvida. Esse cara da foto estava exercendo essa elegância. Estava ali. Estava interagindo. Estava vivendo o seu momento presente. Tem coisa mais elegante que isso?

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Voar

domingo, 23 de novembro de 2014

Reconhecimento


sábado, 22 de novembro de 2014

Que se almeje o inalcançável.



Que se almeje o inalcançável.

Que se sonhe com quimeras, que se construam utopias, que se viva com paixão.

Que se lute por momentos mais intensos, com muita garra e tesão.

Que se abram as comportas, que se rompam as barreiras, que se viva em comunhão.


Que haja espaço para solidariedade, para inteira liberdade de viver. Cada um com sua essência, olho no olho, coração.
 

Que se grite: Liberdade! Que se brigue pela grande Revolução – a de ser inteiro novamente e de fazer parte da grande Criação.
 

Que se levantem bandeiras, que se construam movimentos, que se preste homenagem a quem vive com paixão.
 

A quem olhe com ternura cada momento vivido, cada dia que começa, cada pessoa que passa, com olhos de admiração, como quem presencia um milagre acontecendo.
 

Que se queira a impossibilidade, que se busque o improvável, que se chegue (ao menos por instantes) ao mistério do incógnito, a magia de perder os sentidos, de viver sem razão. Pois que a Razão nunca construiu sonhos nem vislumbrou paraísos. Jamais pintou um grande quadro, nem escreveu uma grande canção. Nunca chorou desesperada, nem gozou de um momento sublime. A razão é uma senhora circunspecta - daquelas diretoras de internato –eternamente virgens – cheias de caráter. A razão, no fundo, é uma senhora muito chata...
 

Eis porque é necessário que se peça um alto falante para gritar a todo instante nossa dor e nosso amor. Para que se saiba que sozinho não está quem estende a mão e o coração.
 

Que se busque a alegria, que se encontre beleza, que se queira a perfeição – de ser imperfeito.
 

Que se ria com clareza, que se chore de tristeza, que se brigue com presteza.
 

Que se mantenha sempre viva a alma para entender a grandeza de quem reivindica- por Amor.
 

Que se peça o impossível, sim.
 

Que se peça por humanidade, que se peça por justiça, que se grite: Liberdade.
 

E que finalmente se tenha emoção. E muito tesão (sem o qual, realmente, não há solução...)

(Escrevi há tanto tempo que nem me recordo mais quando...mas continua muito verdadeiro)

Dica do dia - sábado

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Sutilezas da elegância

Elegante é


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Experiencia ou IMperiência


Experiência todo mundo sabe o que é. É viver algo para fora. É botar a cara à palmatória, é se jogar. Sem experiências nada se constrói. Pelo menos nada de novo. 

Muitas vezes experimentar exige coragem e arrojo. Ninguém pode experimentar pela gente. Podem aconselhar, dar dicas, podemos vasculhar o google e amigos sabidos atrás das deles. Mas na hora AGÁ, é a gente que tem que levantar e fazer. Experimentar. E fazemos isso a toda hora. Foi assim que aprendemos a nos comunicar, a andar, foi assim que tomamos um porre ou degustamos uma bela comida. É assim que vivemos. Bem ou mal.

Mas Imperiência? Alguém sabe o que é? Eu ouvi essa definição há muitos anos atrás e nunca esqueci. "Imperiênciar" é viver algo dentro de nós. Sonhar? Um pouco sim, um pouco não. 

Sabe a diferença básica? Nem sempre estamos prontos para experimentar tudo. Algumas vezes vai nos machucar e não estamos inteiras para aguentar o tranco. Na maioria das vezes é essa a razão principal de optar pela imperiência ao invés da experiência.

É como se fôssemos atores ensaiando uma peça que um dia talvez vá ao ar.

Lembre disso quando sentir vontade de experimentar algo, mas não tem a certeza dentro do seu coração de ser o caminho ou a hora certa. Viva para dentro antes de viver para fora.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Falando do meu estilo de vestir - Look do dia

Estilo de ser reflete o estilo de vestir? Talvez. Eu me considero uma pessoa básica. Por fora. Minhas complexidades- e são várias- ficam bem escondidas dentro de mim. Pelo menos eu tenho essa pretensão.

Para vestir sigo uma regra simples: bom senso e se me sinto bem. O bom senso passa pelos critérios estéticos que nasceram comigo, os que aprendi em casa e os que foram aprimorados pelos estudos e experiências de vida. Se já fiz alguns exageros no vestir? Sim, devo ter feito. Foram tão raros que me lembro deles até hoje. 

Uma calça justa e dourada (sim, eu disse DOURADA) na saída da adolescência me fez passar um dos maiores micos da minha vida. Tinha uma paixonite secreta e platônica por um amigo de meu irmão. E justo no dia em que ele me convida para passear de buggy, a tal da calça se rasga....quando eu sentei (e quem já andou de buggy vai entender o drama de entrar em um desses carrinhos...). Hoje acho que tirava de letra, mas crua como era naquele tempo, foi um terror! Até hoje associo calças douradas e justas à trauma. Pensando bem, foi um ato desses que o universo conspira ao teu favor.

Outra vez saí de meia preta e sapato branco, vestido preto e casaco fúcsia. Não sei o que me passou pela cabeça. Nem a minha, nem a das pessoas amigas que viram e ainda deram força. Não aconteceu nada de especial nesse dia. Foi o meu filtro que deu um tilt e me dá um arghhhh ao lembrar daquela combinação.

Enfim. Mesmo que o meu guarda roupa não seja somente de pretinhos básicos, as cores não são exatamente a maioria. Não sou aquela pessoa que é parada na rua para marcar estilo. Mas acho que estou sempre bem arrumadinha. Em geral gosto de comprar roupas de cores neutras e usar lenços ou acessórios. E mesmo esses, como sou baixinha (1,60) são mais delicados que chamativos.

Adoro saltos, tenho taras por sandálias lindas e sensuais. Mas tenho muito mais tara pelos meus pezinhos saudáveis e meu andar confortável, então minha opção são pelos sapatos que me proporcionem isso. E que sejam bonitos. Não gosto de sapatos chamativos ou muito cheios de enfeites.

Uso uma bolsa por temporada. A da foto deve me acompanhar há umas duas décadas! Uma boa lavada e ela ficou nova! Juro que procurei uma nova, mas não achei nada que me apaixonasse. E já notei que tudo o que se faz só por fazer não traz muita satisfação. Não compro por comprar. Compro quando me apaixono.

O vestido da foto não é usual. Não uso muitos vestidos. Mas gosto. É que não tomo sol faz anos, o que me ocasionou um problema com a vitamina D (já estou tomando as tais gotinhas com gosto de peixe). Como não me bronzeio faz tempo, e sou uma boa neta de alemão, estou muito branca. Mas muito mesmo. E depois de um tempo de botas, olhar pés e pernas brancas é muito esquisito. Nada que a gente não assimile e administre quando faz muito calor. Mas resolvi investir então em algo bonitinho e como tenho sorte achei um vestido coloridinho, que vesti e ficou perfeito e.....estava na promoção! Bem que me bateu uma intuição de fazer compras hoje. E não, não sou absolutamente consumista de roupas.

As pessoas me chamam de elegante. Já disse que a maior parte do tempo estou de havaianas e roupas confortáveis, mas nunca de chambres, pijamas ou desleixada em casa. Nunca saio sem brincos e batom/rímel/perfume. E jamais me encontrarão dormindo de meias. Aliás uso a mesma camisola verão e inverno.

Meu estilo. Simples e eficaz. Eu acho.     

Ouvido na rua - haicai erótico


Gratidão

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Drummond sempre foi elegante

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Levar um fora com elegância





Levar um fora não é bacana para ninguém. Nem para mim nem para você. Ponto. Seja em amor, seja em amizade, seja em assunto profissional.

Levar um belo pé na bunda (xi, bunda não é elegante de se dizer em público, mas levar um pé no popô soa ainda mais ridículo) é coisa que a gente custa a administrar. A vontade é de retribuir com a mesma força e arma. 

Ledo engano. Retribuir um mal feito com a mesma arma é coisa de quem não é estrategista. Apenas mostra o quanto aquele fora te marcou. 

Observação: estou falando daqueles foras que magoam, que a gente não merece, que o outro não olha nos olhos e é leal. Estou falando de traição mesmo, de quem falha na nossa confiança, naquelas situações que dá vontade de gritar e matar.

Sabe fúria assassina? Pois é. Mas entre sentir para dentro e agir para fora existem alguns segundos, alguns momentos, alguma força interior que podemos puxar. Não para relevar. Mas para poder entender.

E de que serve entender uma mágoa? Serve pelo menos para a gente evitar sofrer de novo. Para aprender o que em nós serviu para que isso acontecesse com a gente. Sabe, não importa o que te aconteça na vida. O que realmente conta é o que a gente faz com isso. Já viu um jogador em ação? Ele estuda o adversário, analisa os pontos fracos e ataca onde ele é mais sensível. E para isso ele precisa de objetividade e uma certa frieza.

Entendeu a diferença? Entre um palavrão dito na hora que a outra pessoa pode nem sentir como a gente acha que ela sente e uma estocada sutil que a pegue e ela sinta o que nós sentimos, tem uma diferença abissal.

Opa! Estamos falando de vingança? Sim e não. Na verdade mais não que sim. Se servir para a outra pessoa se tocar e não fazer mais as coisas mal feitas, seja conosco, seja com outros, não é vingança. É ensinamento.

Viu, mudar a perspectiva faz toda a diferença.

Não consegue? A raiva é maior que a capacidade de pensar com objetividade? Desconstrua a pessoa, desconstrua a situação. Faça uma imagem divertida, ridícula mesmo em sua cabeça. Nada resiste a uma boa piada.

E se mesmo assim, perder a elegância, vá em frente. E saia mais feliz e inteira que é afinal das contas o que realmente importa. 

Blogar é trabalho?

Enquanto eu penso nisso e tento trabalhar em dois blogues (loucura pouca é bobagem) em um delicioso home office, um barulho ensurdecedor de aspirador de pó me atormenta. Minha mãe me interrompe para pedir que passe creme em seu rosto e acabo indo mudar sua roupa, que muitos anos atrás fizemos um pacto de uma não deixar a outra feia, seja em casa seja para sair. A gata mia e pede uma atenção. Aparecem listas de super mercado, conversas sobre o que está falando o rádio....até a minha barriga teima em roncar nessas horas me desviando do foco.

"É espantoso quanta raiva pode estar escondida por trás de uma fachada tão amena" - Liv Ullmann (Mutações). Liv já me segredava isso lá pelos anos 70, quando escrevia em sua casa e tentava mostrar que era um trabalho sério. 

Blogar é trabalho? Tanto quanto um projeto de arquitetura - nos quais passo o mesmo trabalho quando teimo em fazê-lo em casa. Não bastasse a procrastinação que me é peculiar, ainda me restam todos esses empecilhos. Mas também. cá entre nós, se não fosse esse ritmo de gente ao meu redor estaria sozinha. E a solidão não é boa companhia.

Hoje mesmo li no face de um amigo que seu filho definiu Felicidade como quando gente que a gente gosta também gosta de estar com a gente.

(Pausa para apagar a luz do banheiro que alguém usou e deixou acesa).
(Nova pausa para tentar colocar as ideias em ordem, o que é mesmo que eu ia escrever?)

Ia talvez falar da elegância de passar por isso e rir. Tentar transformar a raiva momentânea em lições de vida. Aquela inspiração passou, assim como passam as que me vem na rua, enquanto caminho. As coisas vem e vão. Cabe a nós pescá-las, transformá-las, fazê-las nossas.

Blogar é trabalho? Sim. E prazer também. E foco, e pesquisa, e riso e alegria. Se não for assim nada vale muito a pena.

"Posso ser livre por vontade própria, ser meu próprio criador e guia. Meu amadurecimento e meu desenvolvimento dependem do que escolho ou rejeito na vida. Estão em mim as sementes de minha vida futura". 

Estão em mim as sementes de minha vida futura  

Sábia Liv, Gratidão eterna!  


Oportunidade é hoje

domingo, 16 de novembro de 2014

Sobre a intolerância

Em caso de estresse...

Sobre o bom gosto

A elegância é....

Sobre a vida

Frase do dia

Elegância é....


Lembretes de vida



sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Podia ser avó. #Sóquenão

Não é lá muito fácil envelhecer com elegância. Principalmente se a gente é mulher e não passou pelas fases do acasalamento social e da procriação. 

De repente, sem que a gente se dê conta, a vida passa. A gente começa a despencar e a gravidade é muito má. Ela não perdoa, principalmente quem não se esforçou para que ela não causasse tantos desastres.  As amigas casam e tem filhos. As irmãs mais moças das amigas casam e tem filhos. As filhas das amigas casam e tem filhos. As amigas viram avós! E a gente que não passou por esse processo parece que fica num limbo do tempo na cabeça. Não pensa como senhora - e como tem gente que não percebe isso e teima em chamar a gente desse jeito. Dá vontade de olhar para trás, mas não. Atrás da gente tem aquela menina toda durinha, aquela que faz os olhares se virarem, aqueles olhares que um dia também se viraram para a gente. Os olhares que hoje nos olham são de avôs! Quando nos olham...

Decadência...Só que não. A gente amadureceu diferente. O conteúdo que hoje nos forma é rico. A gente na verdade está apenas começando a perceber que se tivesse metade da sabedoria e charme que tem hoje, ia ter feito um estrago bem grande quando era mais durinha. De certa forma, é bom que não tivesse.

E nem é bem pelo que se deixou de viver. É que muito desse charme vem de uma certa sensatez que não deve fazer parte dos sonhos e dias de pessoas mais jovens. Sensatez vem da experiência. Da análise dos erros e acertos. E por mais que a gente aprenda com os alheios, cada um tem o direito de ter os seus próprios erros. Tem o direito, o dever, tem a necessidade de provar de seus caminhos e escolhas.

Hoje, olhando para trás, até penso que podia ter feito diferente. Mas não fiz. E o que sou, fui eu quem tracei a rota. 

O podia é um verbo quase obsceno para quem tem mais de 50, quase 60. Podia é verbo de quem tem 20 ou 30. Quase idosas conjugam o verbo presente. Posso. Podes. Podemos. 

O resto é o resto.     

Nasce Elenara Elegante

Elegante É o atributo de ser eficaz e simples.

Elenara Elegante nasceu de uma brincadeira. Amigas que me chamaram assim. Muitas pessoas ao longo de minha vida me chamaram assim. Não que eu me ache. Não sigo modas, não sou particularmente uma consumista de estilos ou grifes. Ao contrário. Prefiro gastar meu tempo e meu dinheiro com livros, com almoços culturais, com cadernos e lápis de cor....Adoro andar de havaianas, e desde que não eram cult. E gosto das simples, sem muitos desenhos. Enfim sou uma pessoa que se pode chamar de eficaz e simples. Pera aí....é bem o que define a elegância ali em cima.

Se for olhar por esse ponto de vista, até pode ser. Dos sinônimos abaixo e podem ver que eles são bem variados o que dá para encaixar muita gente nesse meio elegante.  

Sinônimos: chique bonito proporcional elegante gracioso alinhado adornado composto distinto aprimorado caprichado delicado esmerado perfeito trabalhado apurado rebuscado refinado lavado primoroso altivo majestoso puro bem-posto bem-parecido bem-ajambrado bem-arrumado sóbrio bem-apresentado jeitoso apessoado bem-composto bem-arranjado bem-vestido proporcionado requintado sofisticada

Assim, bem vindos ao novo projeto que vai falar de um estilo de ser. Espero que gostem.